Diabetes Mellitus: Discuss - PowerPoint PPT Presentation

Loading...

PPT – Diabetes Mellitus: Discuss PowerPoint presentation | free to view - id: 6f94f4-NzFmY



Loading


The Adobe Flash plugin is needed to view this content

Get the plugin now

View by Category
About This Presentation
Title:

Diabetes Mellitus: Discuss

Description:

Title: MAPA e Diabetes Subject: Tese Paulo Author: Sandra Roberta G Ferreira Keywords: MAPA Hipertens o Diabetes DM Description: Disc Med Preventiva – PowerPoint PPT presentation

Number of Views:40
Avg rating:3.0/5.0
Slides: 66
Provided by: Sandra253
Category:

less

Write a Comment
User Comments (0)
Transcript and Presenter's Notes

Title: Diabetes Mellitus: Discuss


1
Diabetes Mellitus Discussão sobre Tratamento
de Casos
Dra. Cristina Rolim Neumann
2
DIABETES MELLITUS
  • É a Sexta causa mais freqüente de internações.
  • Está presente em 30-50 das internações.
  • Ocorre em 30 dos pacientes em UTI coronariana.
  • É a principal causa de amputação de Membros
    Inferiores e Cegueira adquirida.
  • Está presente em 26 dos pacientes que entram em
    programa de diálise

3
Estudo Multicêntrico de Prevalência DM Tipo 2 no
Brasil
17,4
12,7
7,6
7,6
5,5
2,7
30 - 39
40 - 49
50 - 59
60 - 69
TOTAL ()
Grupos etários (anos)
MiS, Brasil 1986-1988
4
Prevalência do Diabetes Mellitus no Brasilna
população de 30 a 69 anos em nove capitais
brasileiras
MiS, Brasil 1986-1988
5
Aspectos Epidemiológicos do DM Tipo 2
  • O DM Tipo 2 é

Sub-diagnosticado Inadequadamente tratado
6
ESTUDO DE PREVALÊNCIA DO DIABETES NO BRASIL
DISTRIBUIÇÃO DOS DIABÉTICOS, SEGUNDO O
CONHECIMENTO PRÉVIO DA DOENÇA
O DIABETES É SUB-DIAGNOSTICADO
53,5
46,5
Conhecidos
Desconhecidos
Fonte MiS, CNPq, SBE, SBD.
7
DISTRIBUIÇÃO DOS DIABÉTICOS, SEGUNDO O
CONHECIMENTO PRÉVIO DA DOENÇA NO RS, 1999-2000
O DIABETES É MENOS SUB-DIAGNOSTICADO NO RS
31,7
68,3
Conhecidos
Desconhecidos
Schaan BD et al, Rev Saúde Pública, 38(4)1-7,
2004
8
Prevenção e Retardo do Surgimento do diabete
  • José é um homem de 40 anos, que vem ao PSF para
    exame clínico de rotina. Ele diz que deseja fazer
    exames para pesquisa de DM pois seus pais e dois
    irmãos foram diagnosticados com diabete quando
    adultos.
  • No exame físico é notável o índice de massa de 30
    Kg/m2, circunferência abdominal de 105, e
    acantose nigricans.
  • Os testes de laboratório mostram triglicerídeos
    de 200 mg/dl, LDL colesterol 135 mg/dl, HDL
    colesterol 35 mg/dl H e glicemia de jejum de 115

9
Qual é o diagnóstico?
  • Síndrome metabólica associação de obesidade
    central (visceral), dislipidemia, hiperglicemia e
    hipertensão.
  • Associada à doença cardiovascular
  • Critérios diagnósticos variam

10
Prevalencia 19H e 26 M
32H e 26 M 19H e
17 M 41H e 35 M Risco de
Homens DCV fatal e não fatal Mulheres
em 10 anos
11
Prevenção e Retardo do Surgimento do diabete
  • José é um homem de 40 anos, que vem ao PSF para
    exame clínico de rotina. Ele diz que deseja fazer
    exames para pesquisa de DM pois seus pais e dois
    irmãos foram diagnosticados com diabete quando
    adultos.
  • No exame físico é notável o índice de massa de 30
    Kg/m2, circunferência abdominal de 105, e
    acantose nigricans.
  • Os testes de laboratório mostram triglicerídeos
    de 200 mg/dl, LDL colesterol 135 mg/dl, HDL
    colesterol 35 mg/dl e glicemia de jejum de 115

12
Quem deve fazer screening para diabete?
  • Não há ensaios clínicos que documentem o
    benefício resultante e a relação
    custo-efetividade. Fatores indicativos são (D)
  • Todos com Idade maior que 45 anos principalmente
    os que tem sobrepeso (IMCgt25)
  • Considerar medir antes se
  • Sobrepeso (IMC gt25) e obesidade (IMCgt30) e
    fatores de risco adicionais
  • Obesidade central (102 cm para homens e 88 cm
    para mulheres)
  • Antecedente familiar (familiar de primeiro grau)
  • HAS
  • Col HDL lt35 mg/dl e/ou TGgt250
  • Historia de macrossomia ou diabete gestacional
  • História de ovários policísticos, acantose
    nigricans
  • Doença vascular (DAC, cerebrovascular ou vascular
    periférica definida)
  • IRC
  • Intervalo 3 anos

13
Critérios diagnósticos
Classificação Glicemia de jejum Glicemia 2 hs pós 75 g
Normal lt110 lt140
Regulação glicêmica alterada Glicemia de jejum alterada Tolerância a glicose diminuída 110-125 140-199
Diabete gt126 gt200
14
Modificações do estilo de vida e risco de
desenvolver diabete
Metanálise Cochrane 17 estudos 8084 pacientes
com intolerância à glicose NNT 6,4
BMJ, doi10.1136/bmj.39063.689375.55 (published
19 January 2007)
15
Metanálise Cochrane 17 estudos 8084 pacientes
com intolerância à glicose Medicações NNT
10,8 NNT 5,4 NNT 4,0
BMJ, doi10.1136/bmj.39063.689375.55 (published
19 January 2007)
16
Mudanças no estilo de vida previnem DM Tipo 2 em
indivíduos de alto risco
522 indivíduos obesos e alteração de tolerância
a CHO Folow-up
3,2 anos
Dieta Atividade física
Controle
INCIDÊNCIA DE DM
23
11
REDUÇÃO DE RISCO
58
NTT 9
Tuimilehto, et al-N Engl j Med 344(18)1343,2001
17
População estudada Indivíduos com Intolerância à
glicose Intervenção Dieta Exercícios (30
min/dia) Desfechos avaliados Desenvolver DM
Intervenção
Controle
? Risco de DM de 58
Perda média 4 kg
N Engl J Med. 2001 344(18)1343-50. Tuomilehto J
et al
18
Diabetes Prevention Program
  • 3234 pacientes
  • Idade x 51 anos
  • BMI x 34

Seguimento 2,8 anos
Dieta exercício
Placebo
Metformim
Incidência de diabete de 11/100 pac ano
Incidência de Diabete de 4,8 /100 pac ano
Incidência de Diabete de 7,8 /100 pac ano
NTT 16
-58
NTT 32
NEJ 346 393-403 2002
-31
19
STOP-NIDDM
  • 1429 pacientes com DTC
  • Intervenção acarbose ou placebo
  • Folow-up 3,3 anos
  • Desfecho curva glicêmica normal
  • Resultado
  • Redução de risco de DM 22 (NTT11 por 3 anos)
  • 49 de redução dos risco relativo de doença
    cardiovascular (NTT 41 ao longo de 3 anos)
  • 34 de desenvolver hipertensão (NTT 19 ao longo
    de 3 anos)

JAMA 2003 290486-94 Lancet 2002, 359 2072-7
20
Manejo do Paciente com diabete
  • João, homem branco de 45 anos, com diabete tipo 2
    recentemente diagnosticado. Tem hipertensão
    estágio 1 com a PA de 145/95 mmHg, tem sobrepeso
    IMC 28 Kg/m2
  • Testes de laboratório revelam glicose de jejum de
    200 mg/dL. Ele não tem atividade física mas está
    motivado a ter uma vida mais ativa pois tem muito
    medo de injeções de insulina. Ele pergunta sobre
    opções farmacológicas e não farmacológicas para
    controlar o açucar.
  • Quer saber que exames deve fazer e com que
    frequencia.

21
educação
22
Quais são as metas de controle glicêmico para o
diabete tipo 2
  • Hemoglobina glicosilada lt 7 (1 acima do normal)
  • Repetir a cada 3-6 meses
  • Reduzir a Hemoglobina glicosilada está associada
    a redução das lesões microvasculares e
    neurológicas (recomendação A) e possivelmente
    macrovasculares (recomendação B)
  • Manter a hemoglobina glicosilada próxima do valor
    normal (recomendação E). Recentemente um estudo
    (ACCORD) foi interrompido por aumento de
    mortalidade em controle muito estrito (hb
    glicosilada menor que 6) em pacientes com
    microalbuminúria.
  • Riscos hipoglicemia, aumento do peso, morte?
  • Glicemia pós-prandial?

23
Controle Glicêmico
Estrito Tradicional
X
  • Diabetes Control and Complications Trial (DCCT)
  • United Kingdom Prospective Diabetes Study (UKPDS)

DM 1
DM 2
DCCT Study Group, 1993, NEJMed
UKPDS Study Group, 1998 Lancet
24
Hiperglicemia Efeito do controle Intensivo
DCCT Tipo 1
UKPDS Tipo 2
NEJM , 329 977, 1993
BMJ , 321 405, 2000
25
Prevenção de Complicações DCCT/EDIC 2005
17 anos de seguimento HbA1c média 8,0 após o
término DCCT Características basais, 1993 e
2004 usuários estatinas, IECA, TRH, AAS
? 42 Incidência cumulativa eventos (p0.016) ?
57 IAM não fatal, AVC e Morte DCV (p 0.018)
ADA 65th Scientific Sessions, junho 2005
26
Estudo EDIC seguimento após o DCCT
Writing Team for the Diabetes Control and
Complications Trial/Epidemiology of Diabetes
Interventions and Complications Research Group,
JAMA 20032902159-2167.
27
Prevalência e incidência cumulativa de
microalbuminúria
Writing Team for the Diabetes Control and
Complications Trial/Epidemiology of Diabetes
Interventions and Complications Research Group,
JAMA 20032902159-2167.
28
Prevenção de Hipertensão DCCT/EDIC 2005
JAMA. 2003 Oct 22290(16)2159-67. DCCT/EDIC
Research Group.
29
Fluxograma de Controle metabólico
Hemoglobina glicosilada de 7 corresponde a uma
média de glicemia capilar de 170 mg
Caderno de Atenção Básica 16 ADA 2007
30
Medidas não farmacológicas
  • Exercício físico
  • Recomendação 150 minutos por semana exercícios
    moderados, e 90 minutos de exercícios intensos.
    Não passar mais que 2 dias sem exercícios.
    Período mínimo 10 minutos.
  • Exercícios de resistência reduzem a glicemia na
    mesma proporção que exercícios aeróbicos
  • Reduz hemoglobina glicosilada independente da
    redução do peso, reduz risco cardiovascular e
    melhora o bem estar.

31
Prevenção e Manejo das Complicações Crônicas
  • Raul é um homem de 60 anos com uma história de 10
    anos de diabete tipo 2 e hipertensão consulta
    pela primeira vez no PSF. Ele relata dormência e
    choques nos pés nos últimos 2 anos. Além disto
    foi informado que estava perdendo proteínas na
    urina. Nego dor torácica, dispnéia aos esforços.
    Nega história de IAM ou AVC. Refere que
    familiares com diabete apresentaram complicações
    crônicas e pergunta se pode fazer alguma coisa
    para evitá-las.
  • A PA é150/98 mmHg e ao exame físico apresenta
    ausência de sensação nos pés quando testado com
    monofilamento de 10 gramas. O teste de urina
    revela proteinúria e o ECG apresenta ritmo
    sinusal FC 80 bpm e sem anormalidades

32
Causas de Morte em Indivíduos com Diabetes
Percent of deaths
All other
Malignant neoplasms
Diabetes
Other heart disease
Pneumonia/ influenza
Cerebrovascular disease
Ischemic heart disease
Geiss LS, et al. In Diabetes in America.
National Institutes of Health1995.
33
Impacto do Diabetes na Mortalidade
Cardiovascular MRFIT
Mortality per 10,000 person years
Nondiabetic (n342,815)
Diabetic (n5,163)
Number of risk factors
MRFITMultiple Risk Factor Intervention
Trial Fatores de risco analisados fumo,
hipercolesterolemia, HAS
Stamler J, et al. Diabetes Care. 199316434-444.
34
Quais são as recomendações para o controle da PA
no diabete tipo 2
  • Manter níveis inferiores à 130/80 (A)
  • Geralmente é necessário 2 ou mais drogas (em mais
    de 80 dos pacientes)
  • Utilizar preferentemente drogas que reduzem
    eventos cardiovasculares em pacientes com
    diabete
  • diuréticos,
  • inibidores da ECA e bloquedores da angiotensina,
  • beta-bloqueadores,
  • bloqueadores dos canais de cálcio
  • Nos pacientes com nefropatia os inibidores da eca
    e bloqueadores da angiotensina retardam a
    evolução da doença renal.

35
Benefícios da drogas antihipertensivas
  • Diuréticos Estudo ALLHAT comparou a ocorrencia
    de eventos cardiovasculares em 3 modalidades de
    tratamento com objetivo de manter TA lt 140/90
  • Clortalidaona
  • Amlodipina
  • Lisinopril
  • Sem diferença em desfecho cardiovascular apesar
    de pequeno aumento glicemico no grupo da
    clortalidona

36
Benefícios da drogas antihipertensivas
  • Inibidores da ECA geralmente insuficientes em
    monoterapia, mas não interferem no metabolismo
    (podem melhorar a secreção de insulina), diminuem
    a progressão na nefropatia e reduzem a incidência
    de eventos cardiovasculares em pacientes de alto
    risco cardiovascular col gt200, HDL-col baixo,
    HAS, microalbuminúria e tabagismo (estudo HOPE)

37
Benefícios da drogas antihipertensivas
  • Bloqueadores da Angiotensina II
  • Dois estudos mostraram redução da progressão da
    doença renal (IDNT- Ibesartam e RENAAL- losartan)
    sem redução da mortalidade cardiovascular.
  • Um estudo comparando losartam com atenolol em
    9193 pacientes dos quais 1105 eram diabéticos
    mostrou maior edução de desfechos compostos
  • No UKPDS captopril e atenolol se mostraram
    semelhantes

38
Benefícios da drogas antihipertensivas
  • Bloqueadores do Cálcio
  • São drogas sem repercução no metabolismo. Mas não
    se sabe o efeito a longo prazo sobre a progressão
    da doença renal.
  • Dois estudos mostraram menores benefícios quando
    comparado anlodipina com fosinopril com IECA. Mas
    isto não foi demonstrado em outros estudos.

39
Benefícios da drogas antihipertensivas
  • Betabloqueadores
  • No UKPSD não houve diferença entre o uso de
    atenolol e captopril, mas no estudo LIFE o
    losartam mostrou maior proteção cardiovascular
    quando comparado a atenolol

40
Infarto do Miocárdio Morte súbita AVC, D.
Vascular periférica, insuficiência renal
UKPDS 38. BMJ 317703713, 1998
41
Quais são as recomendações para controle de
lipidios e uso de estatina em DM 2
  • Avaliação anual
  • Medidas não farmacológicas (exercício físico e
    dieta) (recomendação A)
  • Pacientes com doença cardiovascular usar
    estatina independente do nível de lipídios
  • Usar estatina em pacientes com mais de 40 anos e
    pelo menos 1 fator de risco além do diabete
    independente do nível de lipídeos, ou risco
    cardiovascular acima de 20.
  • Estudo HPS redução de mortalidade 25
    (sinvastatina)
  • Estudo Cards redução semelhante (atorvastatina)

42
Incidência de IAM Fatal e Não Fatal
45
Incidence rate ()
20
19
4
Sem IAM prévio
Sem IAM prévio
IAM prévio
IAM prévio
Não diabéticos
Diabéticos
(n1,059)
(n1,373)
Basal
Haffner SM, et al. N Eng J Med. 1998339229-234.
43
Quais são as indicações de anti-plaquetários no
diabete tipo 2
  • Prevenção secundária (AAS) benefício evidente
  • Prevenção primária (AAS) benefíco 7
  • Pacientes acima de 40 anos com 1 fator de risco
    além do diabete (tabagismo, historia familiar de
    dac, has, dislipidemia, albuminúria) (A)
  • Pacientes entre 30-40 anos com outros fatores de
    risco (E)
  • Não recomendar abaixo de 30 anos
  • Clopidogrel é alternativa à aspirina

44
Controle de complicações crônicas
  • Selmira, 47 anos, vem à consulta com queixa de
    perda parcial da visão do olho esquerdo de início
    súbito, há um dia, acompanhada de dor ocular.
    Refere notar manchas no campo visual
    principalmente quando oclui o olho D. Nega perda
    visual prévia exceto dificuldade visual para
    leitura. Refere poliúria, polidipsia e noctúria 3
    episódios por noite. Refere que há cerca de 7-8
    anos fez um teste de glicose que foi considerado
    anormal, mas não lembra o valor. Não fez
    investigação na época mas diminuiu os doces por
    recomendação do médico. Tem hiperestesia na
    planta do pé, sensação de queimação e diminuição
    da sensibilidade
  • No exame físico peso 89 kg, altura 154, TA
    180/100. circunferência abdominal 102 cm
    Levemente hirsuta. Glicemia de 230 mg/dl,
    colesterol 232, HDL 33, triglicerídeos 354,
    creatinina 1,4 microalbuminúria na amostra 80
    mg/l
  • Muito preocupada quer saber se ficará cega. O que
    o médico da atenção primária pode fazer por esta
    paciente?

45
Fatos sobre a Retinopatia Diabética
  • Estima-se que 9000 pacientes nos EUA e 40000 em
    todo o mundo, tornam-se cegos a cada ano em
    conseqüência da RD
  • Um estudo realizado em Wisconsin, com seguimento
    de 10 anos, concluiu que entre 5,8 milhões de
    pacientes com DM estudados na América, 15,8
    apresentava RD, sendo 5,5 de alto risco
  • Manejo intensivo da diabete, com o objetivo de
    aproximar-se da normoglicemia, tem conseguido, em
    grandes estudos randomizados, prevenir ou
    retardar o início da RD
  • Outros fatores podem aumentar o risco de RD, tais
    como a presença de nefropatia, níveis tensionais
    elevados, e gestação
  • A hipertensão é associada a edema macular e a
    presença de retinopatia proliferativa (RDP)
  • O controle da pressão pode reduzir a progressão
    da retinopatia

46
Condutas com esta paciente na Atenção Primária
  • Controle estrito da pressão
  • Controle do diabete
  • Uso de inibidores da eca/bloqueador da
    angiotensina para reduzir a progressão da doença
    renal
  • Encaminhar ao oftalmologista para controle e
    tratamento com fotocoagulação ou cirurgia
  • Orientação sobre a chance de recuperação, suporte
    emocional, educação para o tratamento do diabete
    e adaptação à redução da acuidade visual

47
Razões para rastrear a Retinopatia Diabética
  • O estudo WESDR
  • pan-fotocoagulação pode reduzir a perda visual na
    RDP
  • PFC em um dos olhos e o outro era avaliado como
    controle.
  • Perda visual grave 15,9 dos olhos não tratados
    e 6,4 dos olhos tratados.
  • alto risco (principalmente neo-vascularização da
    mácula, hemorragia vítrea ou neovascularização
    retiniana). 26 progrediram sem PFC e 11 com
    PFC.
  • O estudo ETDRS
  • laser focal em olhos com edema macular,
  • após 2 anos, 20 tem redução de metade da
    acuidade visual comparados com 8 dos olhos
    tratados.
  • Quando a RD é mais grave PFC com laser deve ser
    considerada e executada prontamente se os olhos
    estão em um estágio de alto risco. Nos pacientes
    com grave RD não proliferativa de início tardio
    ou RDP sem sinais de alto risco, o risco de perda
    visual grave e vitrectomia é reduzido em 50 com
    FC focal nos estágios iniciais da retinopatia.

48
Formas de rastreamento
  • oftalmoscopia direta, indireta, angiografia
    fluoresceínica, fotografia estereoscópica
    colorida digital ou com filme, e fotografia
    (digital ou não) com ou sem midríase colorida ou
    monocromática de um único campo.
  • Fotos sem midríase e avaliação à distância
  • A Liverpool 358 indivíduos,
  • a sensibilidade da fotografia foi 89 (IC
    80-98) e da retinoscopia direta foi de 65 (IC
    51-79),
  • especificidade para detectar a necessidade de
    tratamento foi de 86 (IC 82-90) para a
    fotografia e de 97 (IC 95-99) para a
    oftalmoscopia direta.

49
Recomendação para rastreamento
  • Avaliação anual, iniciando com 5 anos de DM para
    o tipo 1 e no diagnóstico para o tipo2
  • Em São Paulo a primeira avaliação oftalmológica
    dos diabéticos ocorreu em
  • 7-19,5 anos (média de 13,3 5,1 anos) para
    pacientes com diabete tipo 1
  • 3 meses a 18 anos (média de 5,2 4,81anos) para
    diabete tipo 2

50
Recomendações para Nefropatia
  • Para reduzir o risco e lentificar a progressão da
    nefropatia, melhore o controle glicêmico (A) e o
    controle da pressão (A)

51
Recomendações para o tratamento da nefropatia
  • Pacientes DM tipo 1 com qualquer grau de
    albuminúria (mesmo sem HAS), inibidores da ECA
    retardam a progressão da nefropatia (A)
  • Pacientes DM tipo 2 com HAS e microalabuminúria
    ACE e ARB retardam a evolução para
    macroalbuminúria (A)
  • Pacientes DM tipo 2 com HAS e macroalabuminúria e
    IRC (creatinina gt 1,5) ARB retardam a evolução da
    nefropatia (A)
  • Redução da ingesta protéica para 0,8 gr/kg pode
    melhorara a FR (B)
  • Nos pacientes que não toleram inibidores da
    ECA/ARB e usar Bloqueadores do calcio,
    betabloqueadores e diuréticos (E)

52
Avaliação do pé diabético
  • Pesquisa da sensibilidade protetora com o
    monofilamento
  • Palpação de pulsos
  • Avaliação de deformidades e ulceras
  • Fundamental é avaliação rápida das situações de
    risco
  • Periodicidade conforme o risco

53
Manejo da dor da neuropatia
54
As complicações crônicas são resultado de vários
insultos que ocorrem simultâneamente
  • A implementação de medidas farmacológicas e não
    farmacológicas que visam controlar a
    hiperglicemia, hipertensão, dislipidemia e
    microalbuminúria é eficaz na redução de várias
    complicações no diabete tipo 2

55
Multifactorial Intervention and Cardiovascular
Disease in Patients with Type 2 Diabetes
Gaede, P. et al. N Engl J Med 2003348383-393
56
Percentual de pacientes de cada grupo com
parâmetros de controle dentro dos alvos do
tratamento intensivo
Gaede, P. et al. N Engl J Med 2003348383-393
57
Estimativa de risco de microangiopatia
Gaede, P. et al. N Engl J Med 2003348383-393
58
Periodo observacional após a intervenção Seguiment
o 13,3 anos Desfecho morte por qualquer causa
n engl j med 3586 www.nejm.582 org february 7,
2008
59
No diabete tipo dois intervenções intensivas
múltiplas tem um efeito benéfico sustentado
sustentado com respeito a taxas de mortes por
qualquer causa e doença cardiovascular
60
Prevalência de pacientes que apresentam controle
metabólico e pressórico dentro dos parâmetros
preconizados pela SBD no Complexo Hospitalar
Santa Casa de PoA (n518 pacientes)
Schmid, H Neumann, C, Arq. Bras. Endocr. 45 (5S)
2001 495
61
ESTUDO DE PREVALÊNCIA DO DM NO BRASIL
Inadequação do tratamento
HIPOGLICEMIANTE ORAL
APENAS DIETA
29,1
40,7
NENHUM
INSULINA
22,3
7,9
62
Diabéticos X Bom Controle
  • 50 dos pacientes atingem as metas no UK
  • 40 atingem as metas na Suécia
  • O conhecimento das metas não é homogêneo entre os
    médicos
  • Intevenções que visam ensinar a equipe de saúde,
    melhoram o controle do diabete

63
Por quê é tão difícil atingir as metas?
  • Para atingi-las é preciso
  • saber que tem diabete
  • ser avaliado e receber orientação adequada
  • compreender e aceitar o tratamento
  • ter condições de acesso a estes tratamentos

64
Ultimo caso
  • Ana, 55 anos, com diabete tipo 2, obesidade e
    hipertensão em tto no PSF há dois anos. Sem
    complicações crônicas e sem história de eventos
    CVC está sob seus cuidados médicos há 2 anos.
  • No passado, ela obteve uma considerável perda
    ponderal (variando de 5 a 12 kg) com várias
    dietas, mas ela termina recuperando o peso
    perdido. Ela tenta caminhar 30 minutos por dia.
    Monitora sua glicemia de jejum 3 vezes por semana
    com um glicosímetro, e ela tem variado entre 110
    e 140 mg/dl. Recebe metformim 1000 mg bid e
    glibenclamida 10 mg bid.
  • Sua hipertensão é tratada com hidroclortiazida 25
    mg/dia, e captopril 50 mg tid. Recebe AAS 100
    mg/dia e sinvastatina 20 mg/dia. Apresenta boa
    aderência à medicação e TA de 128/85
  • A hemoglobina glicosilada é 8,1, creatinina 0,9
    mg/dl, sem microalbuminúria. Participou de um
    curso para pacientes diabéticos recentemente.
  • Opções de manejo?

65
(No Transcript)
About PowerShow.com