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Hist rico e Fundamentos da Terapia Cognitiva Comportamental Eliana Melcher Martins Doutoranda em Ci ncias pelo Depto. de Psiquiatria e Psicologia Cl nica da UNIFESP – PowerPoint PPT presentation

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Title: Hist


1
Histórico e Fundamentos da Terapia Cognitiva
Comportamental
  • Eliana Melcher Martins
  • Doutoranda em Ciências pelo Depto. de Psiquiatria
    e Psicologia Clínica da UNIFESP
  • Mestre em Ciências pelo Depto. de Psicobiologia
    da UNIFESP
  • Especialista em Medicina Comportamental pela
    UNIFESP
  • Psicóloga Clínica Cognitivo-Comportamental

2
Psicologia
  • Início do século XX era dualista
  • Objeto de estudo a
    Consciência
  • Atingida pela Introspecção
  • Desenvolvimento das Ciências
  • Distanciou-se das origens filosóficas
  • Aproximou-se das Ciências naturais
    (Experimentais)

3
Experimentos
  • Relatos de auto-observações de experiências
    subjetivas de sensações provocadas por estímulos
    apresentados aos sujeitos treinados por
    experimentadores dentro de certos critérios.
  • Essas experiências eram descritas e os
    experimentadores ajudavam os sujeitos a
    definirem, por análise, os elementos básicos que
    as constituíam.
  • Estas observações não eram replicáveis,
    verificáveis e de generabilidade questionável

4
  • Descrições de conteúdos da Consciência não eram
    de grande utilidade.
  • Psicologia Introspectiva era apragmática.
  • Psicologia animal (darwinismo) mostrava as
    vantagens da abordagem experimental como prática
    das Ciências naturais.

5
Positivismo
  • Expressava as conquistas e as vitórias das
    Ciências naturais.
  • Valorizava as vantagens científicas do caminho
    objetivo.

6
O Positivismo Social de Auguste Comte
  • A ciência é uma atividade do homem e o homem,
    um ser social, postula a natureza social do
    conhecimento científico, rejeita a introspecção e
    estabelece como critério de verdade o observável
    consensual, isto é, o observável partilhado e
    sancionado pelo outro.  

7
O Positivismo Lógico do Círculo de Viena
  • Eu só tenho acesso à informação que meus
    sentidos me trazem, não posso ter informações
    sobre minha consciência, cuja natureza difere da
    de meu corpo.
  • É verdade que não posso negá-la, mas também
    não posso estudá-la.
  • É interessante que esta influência também levou
    ao idealismo e ao subjetivismo já que não tenho
    acesso a nada senão minhas sensações, o mundo não
    existe, somente minhas impressões dele, só minhas
    idéias são reais).

8
Operacionismo
  • Derivado da influência do Positivismo Lógico
    sobre a Física
  • Se somente tenho acesso às informações que
    meus sentidos trazem, então a linguagem pela qual
    expresso e estruturo essas informações é o mais
    importante em ciência.
  • A definição dos conceitos é fundamental, e
    definir é descrever as operações envolvidas no
    processo de medir o conceito.
  • Essa descrição deve ser objetiva e
    referir-se a termos observáveis

9
Psicologia Introspectiva
  • Chocava-se com o espírito pragmático da cultura
    norte americana que expressava um certo grau de
    darwinismo social, ou seja
  • Exigia uma concepção de homem que acentuasse a
    idéia de que todos nasciam iguais e que, no
    embate com os desafios do ambiente, os mais
    fortes ou capazes venceriam.
  • As experiências da vida se encarregariam de
    completar o que a biologia tivesse produzido,
    construindo para o bem ou para o mal- cada
    indivíduo.

10
Trabalhos Experimentais
  • Pavlov (1927) Russia
  • Thorndike (1895) EUA
  • Modelo a ser seguido na Psicologia

11
Critérios destes trabalhos
  • Metodológico
  • Técnicas de investigação rigorosa e extremamente
    ricas para a produção de conhecimento
    psicológico.
  • Filosófico
  • Adesão, concepção determinista, coerente com os
    postulados positivistas.
  • Ambas destacavam o papel da aprendizagem na
    determinação do comportamento.
  • Influenciaram Watson, apesar de sua recusa da Lei
    do Efeito (Thorndike) para esse tipo de
    interpretação.

12
BEHAVIORISMO
  • Foi utilizado inicialmente em 1913 em um
    artigo denominado Psicologia como os
    behavioristas a vêem por John B. Watson
    (1878-1958).
  • "Behavior" "comportamento"
  • "Um ramo experimental e puramente objetivo da
    ciência natural. A sua meta é a previsão e
    controle do comportamento...".
  • O comportamento passou a ser objeto de estudo
    da Psicologia.

13
"Por que não fazemos daquilo que podemos observar
o corpo de estudo da Psicologia?"
  • Filosofia
  • Estudar o comportamento por si mesmo
  • Opor-se ao mentalismo
  • Aderir ao evolucionismo biológico
  • Adotar o determinismo materialístico

14
Metodologia
  • Usar procedimentos objetivos na coleta de dados,
    rejeitando a introspecção
  • Realizar experimentação
  • Realizar testes de hipótese de preferência com
    grupo controle
  • Observar consensualmente

15
"Observação"
  • Tornou-se um termo e uma operação
  • fundamental para o Behaviorismo
  • Define a categoria "comportamento", seu
  • objeto de estudo.

16
BEHAVIORISMO METODOLÓGICO
  • Comportamento é o observável e, por definição,
    observável pelo outro.
  • Comportamento, para ser objeto de estudo do
    behaviorista, deve ocorrer afetando os sentidos
    do outro, deve poder ser contado e medido pelo
    outro.
  • Dai dizer-se que em observação o que importa é a
    concordância de observadores, e portanto, a
    necessidade de um treino rigoroso nos
    procedimentos de registro e análise.

17
Mas o que é comportamento?
  • Comportamento não era visto como mais uma função
    biológica, como o respirar, o digerir.
  • Dentro de uma Física newtoniana mecanicista da
    época, todo fenômeno devia ter uma causa, e
    dentro da rejeição mentalista, a causa do
    comportamento não poderia ser a mente. Seria
    então algo externo ao organismo e observável, o
    ambiente, o estímulo.
  • Importante notar que, afinal, a concepção
    behaviorista é tão dualista quanto a posição
    mentalista o corpo precisa ser animado pela alma
    tanto quanto o comportamento é expressão da mente
    ou produto da instigação do estímulo.

18
Mas o que é comportamento?
  • A palavra "estímulo" veio de Pavlov.
  • Referia-se à troca de energia entre o ambiente e
    o organismo, quanto à operação realizada pelo
    experimentador em seu laboratório, uma parte ou
    mudança em parte do mundo físico que causava uma
    mudança no organismo ou parte do organismo, a
    resposta.
  • Essa mudança observável no organismo biológico
    seria o comportamento.

19
  • Watson foi influenciado pelos estudos
    experimentais sobre o comportamento
  • reflexo efetuados por Pavlov.
  • A Psicologia da época buscava um objeto
    mensurável e observável para estudar.
  • Os experimentos de Pavlov podiam ser reproduzidos
    em diferentes sujeitos e condições.
  • Tais possibilidades foram importantes para que a
    Psicologia alcançasse o status de ciência.

20
Ivan Petrovich Pavlov
  • Russia (1849 1936)
  • Fisiologista, Físico e Psicólogo
  • Mais conhecido por ter descrito
  • fenômeno do condicionamento clássico

21
Reflexos condicionais
  • Pouco antes do século XX, Ivan Pavlov estava
    pesquisando a secreção digestiva de cães.
  • No curso desses experimentos, notou que a
    introdução de alimentos, na boca, resultava num
    fluxo de saliva, e que a mera aparição do
    experimentador(...) trazendo o alimento poderia
    também eliciar um fluxo similar.

22
Pavlov descobriu por acaso que poderia
condicionar o cão a salivar diante de um estímulo
neutro
23
Reflexos Condicionais
  • Foi esta visão que levou ao estudo sistemático
    desses comportamentos reflexos, os quais chamou
    de reflexos condicionais,
  • porque eles dependiam ou eram condicionados a
    um evento prévio na vida do organismo.
  • A aparição do experimentador não eliciava
    originalmente a saliva.
  • Somente após muitas aparições ele apresenta
    este efeito.

24
Mas o que é comportamento?
  • A manipulação experimental por excelência seria a
    reprodução desse modelo,
  • a operação S-R.
  • Esta forma de behaviorismo ficou sendo conhecida
    por muitos como
  • "Psicologia da contração muscular e da
  • secreção
    glandular".

25
S gt R
  • ESTÍMULO referia-se tanto a ação de uma fonte de
    energia sobre o organismo, quanto a operação
    realizada pelo experimentador em seu laboratório.
  • Esses conceitos acabaram produzindo a seqüência
    experimental que marcou o
  • behaviorismo
    metodológico
  • S o que operacionaliza o ambiente
  • R o comportamento
  • gt a ação desencadeante ou a causa

26
Vamos analisar
  • 1. Eu estou falando
  • 2. Eu escrevi esta palestra
  • 3. Eu vejo vocês
  • 4. Eu estou com sede
  • 5. Eu estou com dor dente.

27
Atenção
  • Eu estou falando
  • Eu escrevi esta palestra
  • Eu vejo vocês

  • Eu estou com sede
  • Eu estou com
  • dor dente

28
  • Nas frases 1 e 2 (Eu estou falando)pode-se
    observar e obter um consenso dessas
  • observações
  • Na frase 3 (Eu vejo vocês) será que existe um
    consenso do meu ver?
  • Contradição não bem
  • explicada pelo
  • behaviorismo metodológico

29
  • Um comportamento que em si não é observável e não
    poderia ser objeto de estudo do behaviorista
    metodológico, torna-se não obstante, fonte de
    dados para a construção da ciência deste
    behaviorista?

30
Eu estou com dor dente.
  • Não apresenta evidência observável exatamente,
    nem produto, nem referencial externo acessível
    por todos.
  • Neste momento o Behaviorismo Metodológico se
    deixou contaminar pela fisiologia.
  • "Eu posso invadir o organismo e medir o
    equilíbrio
  • hídrico dos tecidos, esta medida é um indicador
    da
  • minha sede."
  • Esta medida é um indicador do equilíbrio
    hídrico dos tecidos do meu corpo, não da minha
    sensação!
  • Não do meu comportamento de sentir!
  • (a linguagem é insuficiente, eu deveria dizer
    simplesmente "do meu sentir", mas sentir está
    vinculado a sentir emoção, sentir estados
    afetivos).

31
  • O behaviorista metodológico começa a escorregar
    nas frases 3 e 4 (eu vejo vocês/eu estou com
    sede) e a apresentar rachaduras em seu modelo.
  • Mas a verdade é que eu sinto dor-de-dente!
    Assim como vocês não podem observar o "meu ver",
    não podem observar "meu sentir sede", e não podem
    observar "meu sentir dor-de dente".
  • Isto contudo não torna estas sensações menos
    reais para mim.
  • Aqui começa a ficar evidente uma primeira e
    fundamental diferença entre o behaviorismo
    proposto por Skinner e aquele praticado pelos
    behavioristas metodológicos
  • o homem é a medida de todas as coisas, não o
    social.

32
Behaviorismo Radical
  • Praticado por B.F.Skinner e adotado por outros
    psicólogos Ferster, Sidman, Schoenfeld, Catania,
    Hineline, Jack Michael, etc.
  • Constitue-se numa interpretação filosófica de
    dados obtidos através da investigação sistemática
    do comportamento (o corpo desta investigação
    propriamente dita é a Análise Experimental/Funcion
    al do Comportamento).
  • Descreve basicamente relações funcionais entre
    Comportamento e Ambiente.
  • Rejeita o mentalismo por ser materialista, e
    acaba com o dualismo por acreditar que o
    comportamento é uma função biológica do organismo
    vivo. Não preciso da mente para respirar, não
    explico a digestão por processos cognitivos,
    porque explicaria o comportamento por um ou
    outro?

33
Skinner é radical em dois sentidos
  • Negando radicalmente a existência de algo que
    escapa ao mundo físico, que não tenha uma
    existência identificável no espaço e no tempo
  • (mente, consciência,
    cognição)
  • Aceitando integralmente todos os fenômenos
    comportamentais.

34
O behaviorista radical propõe dois tipos de
transações entre o Comportamento e o Ambiente  
 
  • a) conseqüências seletivas (que ocorrem após o
    comportamento e modificam a probabilidade futura
    de ocorrerem comportamentos equivalentes, i.e.,
    da mesma classe)
  • b) contextos que estabelecem a ocasião para o
    comportamento ser afetado por suas conseqüências
    (e que portanto ocorreriam antes do comportamento
    e que igualmente afetariam a probabilidade desse
    comportamento).  

35
  • Estas duas classes possíveis de interações são
    denominadas "contingências" e constituem as duas
    classes conceituais fundamentais para a análise
    do comportamento.
  • Relações funcionais são estabelecidas na medida
    em que registramos mudanças na probabilidade de
    ocorrência dos comportamentos que procuramos
    entender em relação a mudanças quer nas
    conseqüências, quer nos contextos, quer em ambos.

36
  • Por lidarmos com explicações funcionais e não
    causais, o importante é coletar informações ao
    longo do tempo, repetidas do mesmo evento, com os
    mesmos personagens
  • (o behaviorista metodológico prefere observações
    pontuais em diferentes sujeitos, ou seja, o
    estudo em grupo, o que leva à estatística para
    descrever e/ou anular a variabilidade).
  • Para o radical isto é uma heresia, de vez que
    estou tentando estudar a experiência daquele
    sujeito.
  • .

37
  • Ao coletarmos registros ao longo do tempo devemos
    comparar o sujeito consigo mesmo, sua história
    passada é sua linha de base.
  • Mas, por outro lado, indivíduos de uma mesma
    espécie partilham de um mesmo conjunto de
    contingências filogenéticas, e indivíduos com
    histórias passadas semelhantes podem partilhar de
    contingências ontogenéticas semelhantes e,
    portanto, para certas variáveis é possível
    descrever funções semelhantes para diferentes
    indivíduos.

38
  • Rejeitando o mentalismo/cognitivismo como
    explicação do comportamento, e por sua posição
    não reducionista diante de eventos neurais,
    Skinner não aceita que eventos fisiológicos/neurol
    ógicos expliquem o comportamento.
  • Estas são outras tantas funções biológicas a
    serem explicadas.
  • O comportamento é um campo de estudo em si mesmo.
  • Evidentemente que há interação entre essas
    funções do organismo, mas essa relação não é de
    causalidade.

39
  • O behaviorismo radical é considerado um
    ambientalista e acusado de esvaziar o organismo,
    de estudar uma caixa preta...
  • O homem é o fenômeno de interesse, é a origem de
    todas as coisas, não sua interação com o
    universo.
  • Para Skinner, o organismo não é nem gerente nem
    iniciador de ações, é o palco onde as interações
    Comportamento-Ambiente de dão.

40
O behaviorista metodológico, nega status
científico às emoções, às sensações, ao
pensamento e aos demais eventos privados
  • O behaviorista radical aceita estudar eventos
    internos. Skinner não separa mundo interno de
    mundo externo.
  • comportamentos não são movimentos do corpo, e
    sim interações entre o organismo e o ambiente.
  • Há dois tipos de comportamento o respondente e o
    operante.

41
RESPONDENTE
  • O comportamento respondente é sempre controlado
    pelos estímulos antecedentes à sua apresentação
    (um estímulo antecedente elicia ou deflagra a
    resposta).

42
OPERANTE
  • É voluntário e engloba a ação de músculos que
    estão sob controle espontâneo do indivíduo são
    emitidos espontaneamente e controlados pelos
    eventos que ocorrem após a sua apresentação.

43
Operante
  • O comportamento opera no ambiente, ou seja,
    produz modificações no meio em que a pessoa se
    comporta.
  • Produz mudanças no organismo, adaptando-se às
    mudanças produzidas pelo estímulo que o eliciou.

44
Condicionamento Respondente
  • Clássico ou Pavloviano
  • Estímulo Incondicionado (EI) funciona como
    estímulo reforçador do reflexo condicionado. Ex.
    salivação do cão de Pavlov
  • Extinção respondente retirada do EI
  • Generalização de estímulos vários estímulos de
    uma mesma classe são reforçados

45
Condicionamento Operante
  • Skinneriano
  • Caixa de Skinner

46
Condicionamento Operante
  • A este aumento na frequência da resposta
    chamou-se Reforçamento. Responsável pelo aumento
    da força do comportamento.
  • Estímulo Estímulo Reforçador Positivo
  • Extinção Operante cessa-se a apresentação do
    estímulo reforçador

47
Condicionamento Operante
  • Reforçamento Negativo comportamento aumenta
    quando há eliminação de estímulo
  • Punição quando o comportamento diminui após a
    eliminação da apresentação do estímulo.
  • Estímulos Aversivos envolvidos na punição e no
    reforçamento negativo

48
Operante
  • A freqüência do comportamento operante, dependerá
    dos eventos que o
  • seguem, isto é, das conseqüências que aumentam
  • (reforço positivo ou reforço negativo),
  • ou das que diminuem (punição) a sua probabilidade
    de ocorrência.

49
  • Pessoas mais atenciosas, oferecendo mais
    aprovação ou afeição são mais procuradas.
  • Permanece-se mais numa profissão quando há bons
    resultados
  • Torcedores vão mais aos jogos de seu time quando
    ele ganha mais.
  • Pessoas desagradáveis, ruas congestionadas e
    barulhentas são mais evitadas.
  • Hábito de chupar o dedo pode estar sob condições
    reforçadoras
  • Extinção da birra em crianças

50
Observações citadas anteriormente
  • Tem-se a tendência de explicar por traços de
    personalidade a ocorrência de uma resposta como a
    de chupar o dedo em crianças que pode ser
    substituída por explicações que ressaltam
    variáveis situacionais sempre que uma análise
    comportamental adequada tenha sido efetuada.

51
Reforçamento Intermitente
  • Pessoa reforçada periodicamente. Ex. jogadores de
    roleta ou caça níqueis.Ganham de vez em quando
  • Trabalhadores remunerados por semana ou por mês.
    Depende do período de tempo.
  • Aqueles que falam ao telefone e ouvem a voz do
    interlocutor a intervalos de tempo. Quando não
    ouvem desligam o telefone.

52
Estímulos Discriminativos
  • Situações que indicam ou discriminam o momento em
    que uma resposta deve ser emitida para que haja o
    estímulo reforçador.
  • Dessa forma, a pessoa aprende a discriminar, no
    ambiente, as condições em que pode agir de uma
    forma específica e não de outra.
  • Ex. fazemos nossas refeições em salas e não em
    quartos ou banheiros expressamos nossa
    sexualidade em locais reservados, longe de todos
    ouvimos quando alguém fala e falamos quando
    alguém nos ouve, etc.

53
Generalizações
  • Estabelecer semelhanças onde há diferenças.
  • Ex. uma pessoa é sempre reconhecida mesmo se
    apresentando de formas e lugares diferentes.

54
Conceitos
  • Formados pelos mecanismos de Generalização e
    Discriminação
  • Generaliza-se padrões de comportamento de uma
    pessoa, diminuindo suas diferenças e
    discriminam-se suas características das de outras
    pessoas, conseguindo com isso reagir a ela como
    sendo sempre a mesma, igual, estável individual e
    única, com seu nome próprio.
  • É daí que surge, por exemplo, o conceito de
    personalidade.

55
Sd - R Sr
  • O paradigma do Behaviorismo Radical tem a
    seguinte caracterização
  • Sd estímulo discriminativo que sinaliza a
    ocasião para o reforço
  • R a resposta
  • Sr o estímulo reforçador
  • A formulação adequada entre um organismo e seu
    ambiente deve especificar a ocasião em que a
    resposta ocorre a própria resposta e as
    conseqüências reforçadoras.

56
Modelagem
  • O comportamento dos organismos - animal e humano
    - é naturalmente variável.
  • O comportamento do rato de apertar a barra pode
    se manifestar de formas diferentes.
  • Com a pata, com a boca, etc. Se uma delas for
    reforçada, ela se diferenciará das demais e ser
    adquirida. Uma nova resposta.
  • Isso se denomina processo de criação de respostas
    novas por diferenciação gradual ou modelagem

57
Reforçadores Generalizados
  • Existem ainda, os reforços sociais, que indicam
    aspectos reforçadores das interações sociais.
    Eventos como elogios, atenção, aprovação e
    reconhecimento são condicionados no desempenho do
    papel social.
  • Outros eventos que funcionem como reforços
    condicionados podem ser associados a inúmeros
    outros reforços, passando a ser conhecidos como
    REFORÇO CONDICIONADO GENERALIZADO, por exemplo, o
    dinheiro.

58
Punição
  • É a apresentação de um evento aversivo ou a
    retirada de um evento positivo imediatamente após
    uma resposta, diminuindo a freqüência dessa
    resposta.
  • A punição descreve a situação em que o
    comportamento diminui de freqüência por ser
    seguido por um evento negativo.
  • Os esquemas de reforçamento se referem às regras
    que determinarão quantas e quais respostas do
    indivíduo serão reforçadas ou punidas, para fins
    de modificação de comportamento.
  • Uma resposta condicionada que não é
    consistentemente reforçada ou que é punida
    consistentemente entra em extinção.

59
Tipos de Punição
  • por apresentação de um estímulo aversivo (dar uma
    palmada na mão de uma criança que mexeu em algo
    proibido)
  • por retirada de um reforço positivo disponível
    (proibir a criança de jogar video-game porque não
    estudou)
  • Skinner, ressaltou que a eficiência da punição é
    apenas temporária e que a modificação do
    comportamento se dá mais eficientemente através
    do reforçamento positivo.

60
Comportamento de fuga
  • O sujeito termina com o reforço negativo,
    escapando do estímulo aversivo, ou seja, ele
    emite um comportamento que permite terminar com o
    evento aversivo
  • Ex tomar um drinque para não se sentir ansioso.

61
Comportamento de Evitação
  • O sujeito emite uma resposta que é negativamente
    reforçada pela não ocorrência do evento aversivo,
    emitindo um determinado comportamento
  • Ex não ir a um encontro para não se sentir
    ansioso).
  • Nos casos de pânico e agorafobia ou TOC, as
    consequências antecipadas pelos pacientes são tão
    grandes que, invariavelmente apresentam uma
    resposta de evitação

62
Ansiedade
  • Estimulação aversiva
  • Definida como operação respondente
  • ? fuga, evitação e punição (operantes)
  • Estímulo neutro seguido várias vezes por um
    aversivo estímulo aversivo condicionado
  • Qdo aparece, indicará a ocorrência de um estímulo
    primário. As consequências comportamentais
    traduzem-se por Ansiedade

63
Frustração
  • Descreve a situação na qual o comportamento
    diminui em freqüência por ser seguido pela
    ausência de uma recompensa esperada
  • Presos num congestionamento
  • TV sai do ar no final da copa do mundo
  • Dieta para emagrecer

64
Tipos
  • FRUSTRAÇÃO POR IMPEDIMENTO, observável nas
    situações de extinção, em que uma pessoa fica sem
    acesso ao estímulo reforçador, ex. a morte de
    alguém querido. Os obstáculos aos reforçadores
    podem ser de natureza física, social, legal,
    psicológica, etc.
  • FRUSTRAÇÃO POR ATRASO, o sujeito tem que esperar
    um tempo maior para consumir o estímulo
    reforçador, ex. ter 18 anos para dirigir
    legalmente.
  • FRUSTRAÇÃO POR CONFLITO, há conflito quando
    estímulos reforçadores estão simultaneamente
    disponíveis a, pelo menos, duas respostas
    incompatíveis.

65
Conflitos
  • APROXIMAÇÃO-APROXIMAÇÃO a aproximação de um
    estímulo reforçador positivo implica o
    afastamento de outro.
  • APROXIMAÇÃO-ESQUIVA (EVITAÇÃO) mais freqüente,
    envolve uma situação em que um objeto apresenta
    ao mesmo tempo propriedades positiva e
    negativamente reforçadoras. Ex. um prato saboroso
    mas muito calórico.
  • EVITAÇÃO-EVITAÇÃO é o que produz o maior grau de
    frustração. Quando sofremos duas ameaças
    simultâneas, o afastamento de uma nos faz cair
    mais perto da outra (se ficar o bicho come, se
    correr o bicho pega).
  • Os indivíduos reagem de duas maneiras a
    frustração por agressão ou por retração.

66
Terapia Comportamental
  • Foram nos anos 50 e 60 que motivados por uma
    crescente insatisfação com a corrente
    psicodinâmica formou-se o núcleo de um novo
    enfoque terapêutico
  • Terapia Comportamental
  • psicologia experimental
  • condicionamento clássico ou respondente
  • condicionamento operante
  • princípios teóricos da aprendizagem
  • disciplinas da psicologia clínica.

67
Terapia Comportamental
  • Pesquisadores clínicos começaram a aplicar as
    idéias de Pavlov, Skinner e outros behavioristas
    experimentais (Rachman, 1997).
  • Joseph Wolpe (1958) e Hans Eysenck (1966) foram
    pioneiros na exploração do potencial das
    intervenções comportamentais, como a
    dessensibilização (contato gradual com objetos em
    situações temidas) e treinamento de relaxamento.
  • Muitas das abordagens iniciais ao uso dos
    princípios comportamentais para a psicoterapia
    prestavam pouca atenção aos processos cognitivos
    envolvidos nos transtornos psiquiátricos.
  • Pelo contrário, o foco era moldar o comportamento
    mensurável com reforçadores e em eliminar as
    respostas de medo através da exposição.

68
Variáveis Cognitivas
  • Em meados dos anos 60 a importância das
    variáveis cognitivas já tinha se tornado mais
    reconhecida pela psicologia comportamental.
  • O trabalho de Albert Bandura, psicólogo canadense
    (1970), sobre a aprendizagem observacional
    (modelação) foi importante por chamar a atenção
    para os fatores cognitivos na terapia
    comportamental.
  • Nessa abordagem um indivíduo aprende ao observar
    o comportamento de outra pessoa o comportamento
    é aprendido com mais eficácia se o observador o
    praticar posteriormente, embora isso não
    constitua uma condição necessária
  • ALBERT BANDURA (1925) Canadense, Psicólogo,
  • professor emérito na Stanford
    University

69
Modelo de Auto-Regulação de Auto-Eficácia
  • Bandura desenvolveu um modelo de auto-regulação
    chamado de auto-eficácia, baseado na idéia de que
    toda a mudança de comportamento voluntária era
    medida pelas percepções que os indivíduos tinham
    de sua capacidade de adotar o comportamento em
    questão.
  • Meichenbaum (1977) e Lewinsohn e cols (1985)
    incorporaram as teorias e estratégias cognitivas
    nos tratamentos.
  • Observaram que a perspectiva cognitiva
    acrescentava contexto, profundidade e
    entendimento às intervenções comportamentais.

70
1960 - unificação das formulações cognitivas e
comportamentais na psicoterapia
  • Beck defendeu a inclusão de métodos
    comportamentais desde o início de seu trabalho.
  • Reconhecia essas ferramentas como eficazes para
    reduzir sintomas.
  • Conceitualizou um relacionamento estreito entre
    cognição e comportamento.
  • Alguns puristas argumentam os méritos de se
    utilizar uma abordagem cognitiva ou
    comportamental isolada.
  • Terapeutas mais pragmáticos consideram os métodos
    cognitivos e comportamentais como parceiros
    eficientes tanto na teoria como na prática. Ex.
    literatura tratamento do Pânico

71
COGNITIVISMO
  • O termo cognição inclui idéias, construtos
    pessoais, imagens, crenças, expectativas,
    atribuições, etc. Não é apenas um processo
    intelectual mas sim padrões complexos de
    significado em que participam emoções,
    pensamentos e comportamentos

72
DESENVOLVIMENTO HISTÓRICO
  • A Terapia Cognitiva tem origem em correntes
    filosóficas e religiões antigas (estoicismo
    grego, taoísmo e budismo) que postulavam a
    influência das idéias sobre as emoções .

73
  • Se pudermos reorientar nossos pensamentos e
    emoções e reorganizar nosso comportamento, então
    poderemos não só aprender a lidar com o
    sofrimento mais facilmente, mas, sobretudo e em
    primeiro lugar, evitar que muito dele surja
  • Livro Uma ética para o novo milênio (p.xii)
  • Dalai Lama

74
  • Filósofo persa da Antiguidade
  • Baseou seus ensinamentos em
  • Pensar bem
  • Agir bem
  • Falar bem
  • Zoroastro

75
  • Um dos pais da constituição americana
  • Escreveu extensamente sobre o desenvolvimento de
    atitudes construtivistas que influenciavam
    positivamente o comportamento
  • Benjamin Franklin

76
  • Os processos cognitivos conscientes tem um papel
    fundamental na existência humana
  • Kante, Heidegger, Jaspers e Frankl

77
  • Encontrar uma sensação de sentido da vida ajuda
    a servir como um antídoto para o desespero e a
    desilusão
  • Wright et al. (2003) Frankl (1992)

78
  • Não são as coisas que nos perturbam, mas a visão
    que temos dessas coisas
  • ( Epictetos I d.C)

79
Aaron Beck
  • Teorias e métodos para aplicar as intervenções
    cognitivo-comportamentais
  • Conceitos psicanalistas
  • Influenciado por Adler, Horney e Sullivan
    (transtornos psiquiátricos e estrutura de
    personalidade)
  • Teoria dos construtos pessoais de Kelly (crenças
    centrais)
  • Teoria Racional Emotiva Comportamental de Ellis

80
  • As primeiras formulações de Beck centravam-se no
    papel do processamento de informações
    desadaptativo em transtornos de depressão e de
    ansiedade.
  • 1960, ele descreveu uma conceitualização
    cognitiva da depressão
  • A proposta de Beck de uma terapia cognitivamente
    orientada com o objetivo de reverter cognições
    disfuncionais e comportamentos relacionados foi
    tema de várias pesquisas.
  • (Butler e Beck, 2000
    Dobson, 1989 Wright et ai., 2003)
  • As teorias e os métodos descritos por Beck e
    outros colaboradores ampliaram-se a uma grande
    variedade de quadros clínicos

81
  • Depressão
  • Transtornos de ansiedade
  • Transtornos alimentares
  • Esquizofrenia
  • Transtorno bipolar
  • Dor crônica
  • Transtornos de personalidade
  • Abuso de substâncias.
  • Mais de 300 estudos controlados da TCC para uma
    série de transtornos psiquiátricos
  • (Butler e Beck, 2000).

82
  • As idéias não só podiam controlar os sentimentos
    mais intensos de uma pessoa, como também eram
    capazes de modificá-los

  • Beck e cols (1982)
  • AARON
    TEMKIN BECK

  • (1921) Professor emérito

  • do Depto. De Psiquiatria da

  • Universidade da Pensilvania - EUA

83
TERAPIA COGNITIVA DA DEPRESSÃO AARON BECK
  • TRÍADE COGNITIVAVISÃO DE SI  EXPERIÊNCIAS
    FUTURO É a forma como
    o indivíduo vê a si mesmo, o mundo e o seu
    futuro. Na depressão, pela visão essencialmente
    negativa, geram-se sentimentos de desvalia,
    autoacusação ou derrota.
  • E o sentimento e o comportamento estão de acordo
    com a sua percepção distorcida.

84
CONCEITOS BÁSICOS DA TERAPIA COMPORTAMENTAL
COGNITIVA O indivíduo interage com o mundo
externo e constrói significados que alicerçam
seus sistemas de crenças indivíduo
significado meio
crenças
emoções 
comportamento
85
ESQUEMATIZAÇÃO DO MODELO DE BECKEVENTOS
EXTERNOS  ESQUEMAS (estrutura)  CRENÇAS 
 COGNIÇÃO SENTIMENTOS
COMPORTAMENTO(pensamento automático)
86
PRINCÍPIOS DA TERAPIA COGNITIVABaseia-se em
uma formulação em contínuo desenvolvimento do
paciente e de seus problemas em termos
cognitivos.     Requer uma aliança terapêutica
segura.Enfatiza colaboração e participação
ativaOrientada em metas e focalizada em
problemasEnfatiza o presente inicialmente É
educativa - ensina o paciente a ser seu próprio
terapeuta Enfatiza a prevenção de recaída.
87
Visa ter um tempo limitadoAs sessões são
estruturadasEnsina o paciente a identificar,
avaliar e responder a seus pensamentos e crenças
disfuncionaisUtiliza-se de uma variedade de
técnicas para mudar pensamento, humor e
comportamento
PRINCÍPIOS DA TERAPIA COGNITIVA
88
BASES METODOLÓGICAS E CONCEITUAÇÃO COGNITIVAA
terapia cognitiva baseia-se no modelo cognitivo,
que levanta a hipótese de que as emoções e os
comportamentos das pessoas são influenciados por
sua percepção dos eventos. Não é a situação por
si só que determina o que as pessoas sentem, mas
sim, o modo como elas interpretam essa situação.

89
  • Exemplos a leitura de um livro
  • a apreciação de um filme
  • a avaliação de uma aula.
  • Cada indivíduo tem uma resposta emocional
    diferente para cada uma dessas situações com base
  • no que está passando por suas cabeças naquele
    momento.Portanto o modo como as pessoas se
    sentem está associado ao modo como elas
    interpretam e pensam sobre uma situação.

90
Entendendo os problemas

AMBIENTE
PENSAMENTO
ESTADOS DE HUMOR
REAÇÕES FÍSICAS
COMPORTAMENTO
91
Pensamentos Automáticos Disfuncionais
  • São um fluxo de pensamentos que coexistem com um
    fluxo de pensamentos mais manifestos, surgem
    espontaneamente e não são embasados em reflexão
    ou deliberação.
  • Parecem surgir espontaneamente, mas estão ligados
    ao nosso sistema de crenças centrais e
    subjacentes.
  • São quase sempre negativos, a menos que o
    paciente seja maníaco ou hipomaníaco, tenha um
    transtorno de personalidade narcisístico ou seja
    um viciado em drogas.
  • São usualmente breves e o paciente com frequência
    está mais ciente da emoção que sente em
    decorrência do pensamento do que do pensamento em
    si.

92
Pensamentos Automáticos Disfuncionais
  • Ajudam a definir os estados de humor que
    experimentamos
  • Influenciam o comportamento o que escolhemos ou
    não fazer e a qualidade do nosso desempenho.
  • Pensamentos e Crenças afetam respostas
    biológicas.
  • São influenciados pelas crenças que adquire-se na
    infância e no meio cultural.
  • Enquanto as mudanças no pensamento são, na
    maioria das vezes, fundamentais, muitos problemas
    também exigem mudanças no comportamento, no
    funcionamento físico e no meio.
  • A TCC ajuda a examinar todas as informações
    disponíveis não é simplesmente pensamento
    positivo

93
É importante identificar os estados de humor
94
Emoções
  • As emoções são de importância primária para o
    terapeuta cognitivo. Afinal uma meta importante
    da terapia é o alívio de sintomas, uma redução no
    nível de aflição do paciente quando ele modifica
    o pensamento disfuncional.
  • A emoção negativa intensa é dolorosa e pode ser
    disfuncional quando interfere com a capacidade do
    paciente de pensar claramente, resolver
    problemas, agir efetivamente ou obter
    satisfação.
  • Os pacientes com um transtorno psicológico,
    freqüentemente experimentam uma intensidade de
    emoção que é excessiva ou inapropriada à
    situação.
  • Podem sentir-se cansados e não reconhecerem que
    estão deprimidos, ou sentirem-se nervosos e não
    reconhecerem a ansiedade. Junto com a depressão e
    a ansiedade, a raiva, a vergonha e a culpa são
    estados de humor problemáticos comuns a muitas
    pessoas.

95
Emoções
  • Uma forma de observação das emoções são as
    mudanças na tensão do corpo. Ombros caídos podem
    indicar medo ou tensão corpo pesado pode indicar
    depressão ou frustração.
  • Conseguir notar 3 estados de humor durante o
    mesmo dia.Ou usar lista com estados de humor.
  • Muitos pacientes não entendem claramente a
    diferença entre o que eles estão pensando e o que
    estão sentindo emocionalmente.
  • O terapeuta tenta obter o sentido da experiência
    do paciente e partilha seu entendimento com o
    paciente, tentando explicar-lhe a diferença entre
    um material racional (verbal ou pictórico) e um
    material emocional (aflitivo ou não).
  • Ao fazer essa distinção o paciente pode perceber
    exatamente qual pensamento o deixa triste,
    ansioso, com raiva ou constrangido

96
Um caso
  • Paulo, no início da terapia, relatou que não
    sentia vontade de estar com sua família e amigos
    tanto quanto costumava sentir. Contou que
    preferiria ficar sozinho.
  • Quando começou a analisar de perto as situações
    nas quais queria se isolar descobriu que com
    frequência, estava pensando Eles não querem
    estar comigo e Se for lá,não vou me divertir,
    ele reconheceu que seu humor era triste. Durante
    a terapia aprendeu a relação entre pensamentos e
    estados de humor e a diferenciá-los
  • Era importante para Paulo diferenciar entre
    fatores situacionais (ambiente), pensamentos e
    estados de humor.(Com quem?O que?Quando?Onde?)
  • Os estados de humor são expressos por uma única
    palavra.
  • Os pensamentos são as frases ou imagens visuais,
    incluindo as lembranças que passam pela cabeça.

97
Quantificando as emoções
  • É importante para o paciente
    identificar suas emoções e quantificar o grau de
    emoção que está experimentando.
  • Alguns pacientes tem a crença que se
    sentirem uma pequena quantidade de aflição, isso
    aumentará e se tornará intolerável. Aprender a
    classificar a intensidade das emoções auxiliará o
    paciente a testar essa crença

98
  • Erros Cognitivos
  • Wright, Beck,Knapp

99
)Abstração seletiva (filtro mental)
  • Conclusão depois de examinar apenas uma pequena
    porção das informações disponíveis. Os dados
    importantes são descartados ou ignorados, a fim
    de confirmar a visão tendenciosa que a pessoa tem
    da situação.
  • Um homem deprimido com baixa auto-estima não
    recebe um cartão de boas-festas de um velho
    amigo.
  • Ele pensa "Estou perdendo todos os meus amigos
    ninguém se importa mais comigo". Ele ignora as
    evidências de que recebeu cartões de vários
    outros amigos, que seu velho amigo tem lhe
    enviado cartões todos os anos nos últimos 15
    anos, que seu amigo esteve muito ocupado no ano
    passado com uma mudança e um novo emprego e que
    ele ainda tem bons relacionamentos com outros
    amigos.

100
Inferência arbitrária
  • Conclusão a partir de evidências contraditórias
    ou na ausência de evidências.
  • Uma mulher com medo de elevador é solicitada a
    prever as chances de um elevador cair com ela
    dentro. Ela responde que as chances são de 10 ou
    mais de o elevador cair até o chão e ela se
    machucar. Muitas pessoas tentaram convencê-la de
    que as chances de um acidente catastrófico com um
    elevador são desprezíveis.

101
Supergeneralização
  • Conclusão sobre um acontecimento isolado é
    estendida de maneira ilógica a outras áreas do
    funcionamento.
  • Um universitário deprimido tira nota B em uma
    prova. Ele considera insatisfatório e
    supergeneraliza com pensamentos automáticos
  • "Estou com problemas nessa aula estou ficando
    para trás em todas as áreas da minha vida não
    consigo fazer nada direito".

102
Maximizacão e Minimização
  • A importância de um atributo, evento ou sensação
    é exagerada ou minimizada.
  • Uma mulher com transtorno de pânico começa a
    sentir tonturas durante o início de um ataque de
    pânico. Ela pensa "Vou desmaiar posso ter um
    ataque cardíaco ou um derrame".
  • Eu tenho um ótimo emprego, mas todo mundo tem.
  • Obter notas boas não quer dizer que sou
    inteligente, os outros obtêm notas melhores do
    que as minhas.

103
Personalização
  • Assume-se responsabilidade excessiva ou culpa por
    eventos negativos.
  • Houve um revés econômico e um negócio
    anteriormente de sucesso passa por dificuldades
    para cumprir o orçamento anual. Pensa-se em fazer
    demissões. Uma série de fatores levaram à crise
    no orçamento, mas um dos gerentes pensa
  • "É tudo culpa minha eu deveria saber que isso
    iria acontecer e ter feito alguma coisa falhei
    com todos na empresa".

104
Pensamento absolutista (dicotômico ou do tipo
tudo-ou-nada)
  • Os julgamentos sobre si mesmo, as experiências
    pessoais ou com os outros são separados em duas
    categorias ( totalmente mau ou totalmente bom,
    fracasso total ou sucesso, cheio de defeitos ou
    completamente perfeito)
  • Paulo, um homem com depressão, compara-se com
    Roberto, um amigo que parece ter um bom casamento
    e cujos filhos estão indo bem na escola. Embora o
    amigo seja muito feliz em sua casa, sua vida está
    longe do ideal. Roberto tem problemas no
    trabalho, restrições financeiras e dores físicas,
    entre outras dificuldades. Paulo está se
    envolvendo em pensamento absolutista quando diz
    para si mesmo
  • "Tudo vai bem para Roberto para mim nada vai
    bem".

105
Catastrofização
  • Pensar que o pior de uma situação vai
    ocorrer, sem levar em consideração outros
    desfechos. Acreditar que esse acontecimento será
    terrível e insuportável.
  • Perder o emprego será o fim da minha carreira
  • Não suportarei a separação da minha mulher
  • Se eu perder o controle será o meu fim

106
Raciocínio Emocional
  • Presumir que sentimentos são fatos. Sinto, logo
    existe. Pensar que algo é verdadeiro porque tem
    um sentimento (na verdade um pensamento) muito
    forte a respeito. Deixar os sentimentos guiarem a
    interpretação da realidade. Presumir que as
    reações emocionais refletem a situação
    verdadeira.
  • Eu sinto que minha mulher não gosta mais de
    mim.
  • Sinto que meus colegas riem às minhas costas.
  • Sinto que estou tendo um enfarto, então deve ser
    verdadeiro.
  • Sinto-me desesperado, então a situação deve ser
    desesperadora.

107
Advinhação
  • Prever o futuro. Antecipar problemas que
    talvez não venham a ocorrer. Expectativas
    negativas estabelecidas como fatos.
  • Não irei gostar da viagem.
  • Ela não aprovará meu trabalho.
  • Dará tudo errado.

108
Leitura Mental
  • Presumir, sem evidências, que sabe o que os
    outros estão pensando, desconsiderando outras
    hipóteses possíveis.
  • Ela não está gostando da minha conversa.
  • Ele está me achando inoportuna.
  • Ele não gostou do meu projeto.

109
Rotulação
  • Colocar um rótulo global, rígido em si mesmo,
    numa pessoa ou situação, em vez de rotular a
    situação ou o comportamento específico.
  • Sou incompetente.
  • Ele é uma pessoa má.
  • Ela é burra.

110
Desqualificando o positivo
  • O sucesso obtido naquela tarefa não importa,
    porque foi fácil.
  • Isso é o que esposas devem fazer, portanto, ela
    ser legal comigo não conta.
  • Eles só estão elogiando meu trabalho porque
    estão com pena.

111
Imperativosdeveria e tenho que
  • Interpretar eventos em termos de como as
    coisas deveriam ser, em vez de simplesmente
    considerar as coisas como são. Afirmações
    absolutistas na tentativa de prover motivação ou
    modificar um comportamento. Demandas feitas a si
    mesmo, aos outros e ao mundo para evitar as
    consequências do não cumprimento dessas demandas.
  • Eu tenho que ter controle sobre todas as
    coisas.
  • Eu devo ser perfeito em tudo que faço.
  • Eu não deveria ter ficado incomodado com meu
    amigo.

112
Vitimização
  • Considerar-se injustiçado ou não entendido. A
    fonte dos sentimentos negativos é algo ou alguém,
    havendo recusa ou dificuldade de se
    responsabilizar pelos próprios sentimentos e
    comportamentos.
  • Minha esposa não entende meus sentimentos.
  • Faço tudo pelos meus filhos e eles não me
    agradecem.

113
Questionalização(E se?)
  • Focar o evento naquilo que poderia ter sido e não
    foi. Culpar-se pelas escolhas do passado e
    questionar-se por escolhas futuras.
  • Se eu tivesse aceitado o outro emprego, estaria
    melhor agora.
  • E se o novo emprego não der certo?
  • Se eu não tivesse viajado, isso não teria
    acontecido.

114
De onde os pensamentos automáticos surgem?O
que faz uma pessoa interpretar uma situação
diferentemente de uma outra pessoa?Por que a
mesma pessoa pode interpretar um evento idêntico
de forma diferente em um momento e em outro?
115
Esses pensamentos estão relacionados com as
CRENÇAS
  • As crenças mais centrais são entendimentos tão
    fundamentais e profundos que as pessoas
    freqüentemente não os articulam, sequer para si
    mesmas. Essas idéias são consideradas pela
    pessoa como verdades absolutas.As crenças
    centrais são o nível mais fundamental de
    pensamento.
  • São globais, rígidas e
    supergeneralizadas

116
Crenças Centrais
  • Idéias e conceitos fundamentais sobre nós mesmos,
    os outros e o mundo
  • Incondicionais
  • Formadas desde a infância e se fortalecem com o
    tempo
  • Suas mudanças proporcionarão os melhores
    resultados na terapia no que se refere ao
    tratamento da psicopatologia em questão.

117
Agrupamento das Crenças CentraisJudith Beck(1995)
  • Desamparo impotente, frágil, vulnerável,
    carente, desamparado, necessitado
  • Desamor indesejável, incapaz de ser gostado, de
    ser amado, sem atrativos, imperfeito, rejeitado,
    abandonado, sozinho
  • Desvalor incapaz, incompetente, inadequado,
    ineficiente, falho, defeituoso, enganador,
    fracassado, sem valor

118
  • Crenças nucleares sobre os outros
  • As pessoas são más, desleais, traiçoeiras, só
    querem se aproveitar, tirar vantagens, etc.
  • Crenças nucleares sobre o mundo
  • O mundo é injusto, ameaçador, perigoso, etc.
  • As crenças nucleares ou centrais são mais
    abstratas e gerais, constituindo um nível mais
    profundo de representação dos pensamentos.

119
Crenças Centrais
  • Ativam-se durante os transtornos emocionais
  • O processo de informação torna-se tendencioso,
    extraindo da realidade os aspectos que confirmam
    a crença disfuncional. (viés confirmatório)
  • Passado o problema emocional ela volta a ser
    latente.
  • Nos traços e transtornos de personalidade os
    indivíduos tem suas crenças disfuncionais
    ativadas na maior parte do tempo

120
Esquemas
  • Conceito de crença e esquema geralmente são
    indistintos.
  • Esquemas são estruturas internas de relativa
    durabilidade que armazenam aspectos genéricos ou
    protótipos de estímulos, idéias ou experiências,
    e também organizam informações novas para que
    tenham significado, determinando como os
    fenômenos são percebidos e conceitualizados

121
Esquemas são estruturas cognitivas com conteúdos
(crenças)
  • Estruturas mentais que contêm armazenadas as
    representações de significados.
  • São fundamentais para orientar a seleção,
    codificação, organização, armazenamento e
    recuperação de informações de dentro do aparato
    cognitivo.
  • Tem uma estrutura interna consistente que ordena
    novas informações que entram no sistema
    cognitivo.

  • (Williams, 1997)

122
O esquema
(Clark, Beck, Alford, 1999)
  • Dá à experiência sua forma e significado,
    provendo, dessa forma, a estabilidade (estrutura)
    dos sistemas cognitivo, afetivo e comportamental
    ao longo do tempo e dos eventos.
  • São padrões ordenadores da experiência que
    ajudam os indivíduos a explicá-la, mediar sua
    percepção e guiar suas respostas (cognitivas,
    emocionais e comportamentais).
  • A arquitetura dos esquemas faz o indivíduo ser
    como é

123
CRENÇAS INTERMEDIÁRIAS OU SUBJACENTES,
PRESSUPOSTOS CONDICIONAISAs crenças centrais
influenciam o desenvolvimento das crenças
intermediárias.  compostas porregras (eu
devo...tenho que) atitudes (é preciso que...)
suposições (se eu...)Essas crenças pressupõe
que uma vez cumpridas as regras, normas e
atitudes não haverá problema, o indivíduo se
mantém relativamente estável e produtivo. No
entanto, se, por alguma circunstância, os
pressupostos não estão sendo cumpridos, o
indivíduo torna-se vulnerável ao transtorno
emocional quando a crença negativa é
ativada   
124
Estratégias de Enfrentamento
  • Comportamentos que a pessoa usa na tentativa de
    lidar com a crença.
  • Tem correlação direta com as regras e os
    pressupostos disfuncionais que acabam por
    reforçar ainda mais as crenças.
  • Os pressupostos condicionais modelam a relação
    entre as estratégias comportamentais e as crenças
    nucleares.

125
ExemploIndivíduo Fóbico Social
  • Sou incapaz de ser amado (CRENÇA CENTRAL)
  • É perigoso interagir com as pessoas, pois elas
    não vão gostar de mim. (ATITUDE)
  •      Para não ter problemas, não devo interagir
    com as pessoas (REGRA)
  • Se eu me engajar em minha estratégia
    compensatória, estarei bem se não, minha
    crença central ficará evidente. Devo me
    afastar, caso contrário me machucarão.
    (SUPOSIÇÃO)
  • Não vou ter assunto pra conversar na festa.
    (PENSAMENTO AUTOMÁTICO)

126
  • Terapia
  • Cognitiva

127
Metodologicamente, a trajetória da terapia
cognitiva, envolve uma ênfase inicial sobre os
pensamentos automáticos, ou seja as cognições
mais próximas à percepção consciente.O
terapeuta ensina o paciente a identificar,
avaliar e modificar seus pensamentos, a fim de
produzir alívio de sintomas. Então, as crenças
que estão por trás dos pensamentos disfuncionais
e constantes em muitas situações tornam-se o foco
do tratamento.Crenças relevantes de nível
intermediário e crenças centrais são avaliadas de
vários modos e subseqüentemente modificadas para
que as conclusões dos pacientes sobre os eventos
e as percepções dos eventos mudem.A modificação
profunda de crenças mais fundamentais torna os
pacientes menos propensos a apresentar recaída no
futuro.
128
Crença Central  Crença Intermediária  Situ
ação  Pensamento Automático  Reações
emocionalcomportamentalfisiológica
129
  • Conceitualização (Conceituação)
  • Cognitiva

130
É essencial para o terapeuta aprender a
conceituar as dificuldades do paciente em termos
cognitivos, a fim de determinar como proceder na
terapia . quando trabalhar sobre uma meta
específica . pensamento automático . crença
ou comportamento. que técnicas escolher e .
como melhorar o relacionamento terapêutico.
131
As perguntas básicas que o terapeuta faz a si
mesmo são
  • Como esse paciente veio parar aqui?
  • Que vulnerabilidades e eventos de vida (traumas,
    experiências, interações) foram importantes?
  • Como o paciente enfrentou sua vulnerabilidade?
  • Quais são seus pensamentos automáticos e de que
    crenças eles brotaram?

132
É importante para o terapeuta colocar-se no lugar
do paciente para desenvolver empatia pelo que o
paciente está passando, entender como ele está se
sentindo e perceber o mundo através dos seus
olhos.Dessa maneira, de acordo com a sua
história e conjunto de crenças, suas percepções,
pensamentos, emoções e comportamentos deveriam
fazer sentido.
133
Uma conceituação cognitiva fornece a estrutura
para o entendimento de um paciente pelo
terapeuta, que faz a si mesmo as seguintes
perguntas
  • Qual é o diagnóstico do paciente?
  • Quais são seus problemas atuais, como esses
    problemas se desenvolveram e como eles são
    mantidos?
  • Que pensamentos e crenças disfuncionais estão
    associados aos problemas?
  • Quais reações (emocionais, fisiológicas e
    comportamentais) estão associadas ao seu
    pensamento?

134
Então o terapeuta levanta hipóteses sobre como o
paciente desenvolveu essa desordem psicológica
particular, fazendo a si mesmo as seguintes
perguntasQue aprendizagens e experiências
antigas (e talvez predisposições genéticas)
contribuem para seus problemas hoje?Quais são
suas crenças subjacentes (incluindo atitudes,
expectativas e regras) e pensamentos?Como ele
enfrentou suas crenças disfuncionais?
135
Que mecanismos cognitivos, afetivos e
comportamentais, positivos e negativos, ele
desenvolveu para enfrentar suas crenças
disfuncionais?Como ele via (e vê) a si mesmo,
aos outros, seu mundo pessoal, seu futuro?Que
estressores contribuíram para seus problemas
psicológicos ou interferiram em sua habilidade
para resolver esses problemas?Dessa maneira o
terapeuta começa a construir uma conceituação
cognitiva durante seu primeiro contato com um
paciente e continua a refinar sua conceituação
até a última sessão.
136
(No Transcript)
137
Exercício Prático
  • Desenhe 3 colunas em uma folha de papel e escreva
    em cada uma delas
  • situação
  • pensamento automático
  • emoções
  • Relembre uma situação recente ou uma lembrança ou
    evento que lhe trouxe emoções como ansiedade,
    tristeza, raiva, tensão física ou alegria
  • Tente se colocar na situação
  • Quais foram os pensamentos automáticos que
    passaram por sua cabeça?
  • Escreva-os na folha, juntamente com as emoções e
    a situação

138
  • Obrigada
  • Pela
  • Atenção

139
Bibliografia
  • Aprendendo a Terapia Cognitivo-Comportamental
    Um Guia Ilustrado
  • Jesse H. Wright, Monica R. Basco e Michael E.
    Thase. ARTMED, 2008
  • Terapia Cognitiva Teoria e Prática
  • Judith Beck. ARTMED, 1997
  • Terapia Cognitivo-Comportamental na Prática
    Psiquiátrica. Paulo Knapp e colaboradores.
    ARTMED, 2004
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