CULTURA E CRESCIMENTO ECON - PowerPoint PPT Presentation

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CULTURA E CRESCIMENTO ECON

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Title: Apresenta o do PowerPoint Subject: crescimento econ mico - modelo neocl ssico Author: Giacomo Balbinotto Neto Keywords: crescimento econ mico - teoria ... – PowerPoint PPT presentation

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Title: CULTURA E CRESCIMENTO ECON


1
CULTURA E CRESCIMENTO ECONÔMICO NOTAS DE AULA
  • ECONOMIA DA CULTURA
  • PROF. GIÁCOMO BALBINOTTO NETO
  • UFRGS

2
Bibliografia Recomendada
  • Jones (2000,cap.1)
  • Miles Scott (cap. 4)
  • Burda Wyplosz (2005, cap. 3)

3
(No Transcript)
4
(No Transcript)
5
(No Transcript)
6
Angus Maddison (1995, p.50)
  •   If we are to explain why the economic growth
    experience of nations has been so diverse, and
    why income spreads are now so wide it is
    necessary to go beyond proximate and measurable
    elements of causality and consider institutional,
    social or policy influences which may retard or
    encourage economic development.

7
Barro Sala-i-Martin (1995, p. 4-5)
  • If we want to understand why countries differ
    dramatically in standards of living, then we have
    to understand why countries experience such sharp
    divergence in long-term growth rates. Even small
    diferences in these growth rates, when acumulated
    over a generation or more, have much greater
    consequences for standards of living than the
    kinds of short term business fluctuations that
    have typically occupied most of the attection of
    macroeconomists. To put in another way, if we can
    learn about governament policy options that have
    even small effects on the long-term growth rate,
    then we can contribute much more to improvements
    in standard of living than has been provided by
    the entire story of macroeconomic analysis of
    contrercyclical policy and fine-tuning. Economic
    growth the subject matter of this book e deste
    curso is the part of macroeconomics that really
    matters.

8
Por que o crescimento econômico é importante?
  1. Aumenta da disponibilidade de bens para consumo
  2. Facilita da distribuição de renda e do produto
  3. Aumenta o padrão de vida da população
  4. Proporciona condições para melhorias na educação,
    saúde e outros serviços sociais
  5. Pode gerar benefícios para o ambiente devido ao
    aumento na eficiência econômica
  6. Gera potencial para aumentar os bem-estar social
    (suporte para idosos, órfãos, carentes etc).

9
O Crescimento Econômico
  • O crescimento com o qual estamos preocupados é o
    crescimento em termos per capita, ou também
    chamado de crescimento intensivo no qual o
    produto cresce a uma taxa maior do que a
    população e proporciona um aumento do bem-estar
    econômico.
  • Portanto, como destaca North (1974, p.7) - o
    crescimento econômico significa essencialmente um
    aumento na produtividade, isto é, o que faz um
    país crescer e aumentar o seu bem-estar é que ele
    produz mais produtos e serviços em termos per
    capita.

10
A Importância da taxa de crescimento no longo
prazo
100 anos
50 anos
25 anos
624.5
169.2
64.0
2.0
1,081.4
243.7
85.4
2.5
11
Lições da teoria do crescimento econômico
ela pode fazer diferença positiva na vida de
milhões de pessoas.
  • As lições nos ajudam
  • Compreender porque os países pobres são pobres
  • Estruturar políticas que os ajudem a crescer
  • Compreender como a taxa de crescimento econômico
    é afetada por choques e políticas governamentais.

12
Crescimento Econômico
  • Crescimento econômico refere-se a um aumento no
    produto total na economia. Ele é definido por
    alguns como sendo um aumento do PIB real per
    capita.
  • O crescimento econômico moderno é o período no
    qual verifica-se um rápido e sustentado aumento
    no produto real per capita que inicia, no mundo
    ocidental, com a Revolução Industrial.

13
Qual o Significado do Crescimento Econômico?
  • O crescimento econômico significa essencialmente
    um aumento na produtividade, isto é, o que faz um
    país crescer e aumentar o seu bem-estar é que ele
    produz mais produtos e serviços em termos per
    capita.
  • Deste modo, a teoria do crescimento busca saber
    quais as razões que tornam uma nação próspera e
    produtiva.

14
Estimativas de Angus Maddison (2001) referentes
as estimativas do PIB per capita por região,
1400 - 1998
Source Calculated from data in Angus Maddison
(2001), The World Economy A Millenial
Perspective. Paris OECD.
15
Taxas de Crescimento Econômico Mundial, 1500 -
1992. Fonte Maddison (1995)
Item 1500-1820 1820-1992
População mundial 0,29 0,95
PIB per capita 0,04 1,21
PIB mundial 0,33 2,17
Exportações Mundiais n.a 3,73
16
Fatos sobre o Crescimento Econômico PIB real
1870 - 1994 Países Selecionados
17
Fatos sobre o Crescimento Econômico PIB real
1900 - 1994 Países Selecionados
18
Trajetórias de Crescimento do PIB per capita na
América Latina, 1975 - 2005
Chile
Rep. Dominicana
México
Brasil
Argentina
Venezuela
Fonte 1975 a 2001 Angus Maddison, The World
Economy (2003). 2002 a 2005 Cepal.
19
Taxas de Crescimento Per Capita (1960 -
2000). Fonte Weil (2004) - Países Selecionados
País Tx. Cresc. País Taxa de Cresc.
Singapura 6,7 Itália 2,92
Hong Kong 5,4 Brasil 2,81
Botswana 5,2 Chile 2,39
Tailândia 4,7 Turquia 2,36
China 4,35 EUA 2,53
Japão 4,32 Argentina 1,01
Irlanda 4,18 Peru 0,88
Malásia 3,93 Bolívia 0,37
Portugal 3,91 Mali -0,30
Romênia 3,61 Venezuela -0,50
Espanha 3,46 Moçambique -1,25
Indonésia 3,46 Nicarágua -1,21
Rep. Congo 3,30 Angola - 1,26
Grécia 3,19 Nigéria -0,94
20
Questões
Por que somos tão pobres e eles tão ricos? (David
Landes, 1990) Esta é uma questão em torno dos
níveis de desenvolvimento e distribuição mundial
de rendas per capita.
21
Robert Solow (1924 - )
Prêmio Nobel - 1987
Toda teoria depende de hipóteses que não são
totalmente verdadeiras. È isto que a faz teoria.
A arte de bem teorizar é fazer as inevitáveis
hipóteses simplificadoras de tal maneira que os
resultados finais não sejam muito sensíveis.
(1956, p.65)
http//nobelprize.org/economics/laureates/1987/pre
ss.html
22
A Contribuição de Solow (1956)
  • Solow's theoretical model had an enormous impact
    on economic analysis. From simply being a tool
    for the analysis of the growth process, the model
    has been generalized in several different
    directions. It has been extended by the
    introduction of other types of production factors
    and it has been reformulated to include
    stochastic features. The design of dynamic links
    in certain "numerical" models employed in general
    equilibrium analysis has also been based on
    Solow's model. But, above all, Solow's growth
    model constitutes a framework within which modern
    macroeconomic theory can be structured.

23
O Diagrama de Fase
f(k)
y
(nd)k
consumo
s.f(k)
investimento
0
k
k
k
Diagrama de fase
0
k
k
24
Growth Accounting
  • ? ? ?
    ?
  • Y/Y (A / A) ? (K/K) (1- ?) (N/N)

25
Passos da Growth Accounting Um Exemplo Numérico
26
Como a cultura pode contribuir para o
crescimento econômico?
  • A cultura e as indústrias criativas formam um
    setor que gera retornos econômicos
  • As atividades culturais estimulam as atividades
    econômicas em outros setores
  • A cultura provê efeitos sociais amplos que tem
    signifcativos impactos econômicos.

27
Elementos dos valores culturais
  • Valor instrumental a cultura é usada para outros
    fins regeneração saúde aprendizagem e
    educação
  • Valor instriseco experiências subjetivo da
    cultura ilelectual, emocional e espiritual
  • Valor institucional criada pelo processo e
    valores da organização cultural adotada quando
    intergem com o público.

28
Elementos dos valores culturais
Valor Instrumental
Valor Instriseco
Valor Institucional
29
Definição de Cultura
  • Culture can be definied as the trasmission from
    one generation to the next, via teaching and
    imitation, of knowledge, values, and other
    factors that influence behaviour (Boyd and
    Richerson (1985, p.2). Culture provides a
    language-abesed conceptual framework for encoding
    and interpreting the infomration that the senses
    are presenting to the brain.
  • Douglass North (1990, p, 37)

30
Economia da Cultura Definição
  • the application of economic analysis to all of
    the creative and performing arts, the heritage
    and cultural industries, whether publicly or
    privately owned.
  • concerned with the economic organization of the
    cultural sector and with the behavior of
    producers, consumers and governments.
  • (Journal of Cultural Economics)

31
Economia da Cultura Definição
  • deals with the interrelationships between
    cultural habitudes and activities and economic
    life.
  • investigates the effect of cultural factors on
    innovation, productivity and economic performance
    in general.

32
Economia da Cultura Definição
  • the set of communication habits, norms, values
    which are shared by a community.
  • (Belot, Ederveen 2004)

33
Economia da Cultura Definição
  • Visões mais amplas
  • A economia da cultura
  • deals with the interrelationships between
    cultural habitudes and activities and economic
    life.
  • investigates the effect of cultural factors on
    innovation, productivity and economic performance
    in general.

34
A Importância da Cultura
  • Why should the World Bank, an international
    development agency whose goal is poverty
    reduction, be concerned with culture?
  • This Dutch-supported initiative is based on the
    thesis that, in order to be effective,
    development processes to reduce poverty must
    understand culture, or take culture into account,
    for two reasons
  • culture influences what is valued in a society
    in particular, it shapes the 'ends' of
    development that are valuable to the poor and
  • culture influences how individuals, communities,
    informal and formal institutions respond to
    developmental changes, so knowledge of culture(s)
    is a means to effective poverty reduction.

35
Economia da Cultura Trabalho Pioneiro
  • Max Weber (1864-1920) estudou a influência das
    atitudes culturais sobre o comportamento
    econômico.
  • ? Religião e desempenho econômico.

36
O Impacto da Cultura
  • Banfield (1958) proveu uma explicação cultural
    da pobreza e autoritarismo no sul da Italia.

37
O Impacto da Cultura
  • Kahn (1979) e Hofstede e Bond (1988)
    argumentaram que o significativo crescimento no
    sudeste asiático entre 1965-1985 foi devido
    principalmente a influência cultural do
    confusionismo nos países da região.

38
O Impacto da Cultura
  • Michael Porter (2000)
  • Attitudes, values, and beliefs that are
    sometimes collectively referred to as culture
    play an unquestioned role in human behavior and
    progress. This is evident to me from working in
    nations, states, regions, inner cities, and
    companies at widely varying stages of
    development.
  • (Porter, 2000)

39
O Impacto da Cultura
  • Myrdal (1968), concluiu que os fatores culturais
    são os principais obtáculos da modernização do
    sudeste asiático.

40
O Impacto da Cultura Casson (1993, p. 421)
Aspectos da Cultura Aspectos do grupo de desempenho Aspectos do grupo de desempenho
Aspectos da Cultura Eficiência Equidade
Moral Reduz os custos de transação Compensa a ausência de direitos de propriedade Redistribui a renda para compensar uma distribuição inadequada dos direitos ou de seguros contra desastres Promove altruismo intergeracional
Técnica Facilita melhores decisões devidas a melhor informação do ambiente Promove uma melhoria da tecnologia através da inovação Pode melhorar o monitoramento e o sistema de supervisão
41
O Impacto da Cultura Casson (1993, p. 430)
Fator LDC Europa Oriental Estados Unidos Japão
Diferenciação Científica fraco forte forte forte
Alta Tensão fraco forte forte forte
Atomismo fraco fraco forte fraco
Alta Confiança fraco fraco fraco forte
Julgamento fraco fraco forte forte
42
Aspectos Culturais Crescimento Econômico
  • If we learn anything from the history of
    economic development, is that culture makes all
    the diference.
  • David Landes, The Wheath ad Poverty of Nations

43
Aspectos Culturais Crescimento Econômico
  • If differences in attitude can be important for
    individual success, a natural question is whether
    they can also be important for success of a
    country as whole. Is it possibel that differences
    among countries in culture the values,
    attitudes, and beliefs prevalent in a society
    are partially responsible for differences in
    economic outcomes?
  • David Weil ( 2009, p. 407)

44
Aspectos Culturais Crescimento Econômico
  • The fact that growth affects culture is
    specially important. It raises the posibility
    that association between particular cultural
    atributes and the level of income per capita may
    involve income affecting culture rather than vice
    versa.
  • David Weil ( 2009, p. 408)

45
Aspectos Culturais Crescimento Econômico
  • Culture peoples value, attitudes and beliefs
    is not usualy discussed in economic courses.
    But increasiling number of economists argue that
    culture matters for economic growth. Clture
    influences many of economically relevant
    decisions people make, including how hard they
    work, how much they save, how much education they
    give their children, and how they cooperate with
    theirs peers. If countries differs in how their
    cultures influences theses decisions, such
    cultural diferences should affect economic
    outcomes.
  • David Weil ( 2009, p. 435)

46
Os Aspectos Técnicos e Morais da Cultura (Casson
(1993)
  • Casos (1993) analisou a importância das
    variávesi culturais na geração de renda ou
    produto para um dado conjunto de recursos
    básicos. Ele distinguiu dois aspectos da cultura
  • (i) técnico este permitiria uma tomada de
    decisão mais informada e racional
  • (ii) moral permitiria aos indivíduos ou grupos
    considerar as relações interpessoais e de
    equidade nas tomadas de decisões.

47
O Que são Instituições?
  • Instituições são um conjunto formal e informal
    de regras de conduta que facilitam a coordenação
    ou o governo das relações entre os indivíduos.
  • Douglass North (1990)

48
O Que são Instituições?
  • Instituições são as regras do jogo numa
    sociedade, ou mais formalmente, são restrições
    criadas pelo homem que dão forma as interações
    humanas.
  • Douglass North (1990)

49
O Que são Instituições? http//nobelprize.org/econ
omics/laureates/1993/north-lecture.html
  • Institutions are the humanly devised constraints
    that structure human interaction. They are made
    up of formal constraints (rules, laws,
    constitutions), informal constraints (norms of
    behavior, conventions, and self imposed codes of
    conduct), and their enforcement characteristics.
    Together they define the incentive structure of
    societies and specifically economies.
    Institutions and the technology employed
    determine the transaction and transformation
    costs that add up to the costs of production.
  • Nobel Prize Lecture

50
O Que são Instituições?
Institutions are the rules of a society, or, to
put it in a more formal way, constraints on human
interaction created by the people themselves.
(North 1992, p. 3.) In order to express it in
the language of economists institutions define
and limit the choices of individuals. (North
1992, p. 4) The main purpose of institutions is
to establish a stable (but not necessarily
efficient) order in order to reduce insecurity in
human interaction. (North 1992, p. 6)
51
O Que são Instituições?
  • Institutions ... shape incentives in exchange
    processes between people, which can be
    political, societal or economic in nature. (North
    1992, p. 3)
  • Institutions reduce insecurity by providing us
    with a certain degree of order in our every day
    life. (North 1992, p. 4)
  • Institutions affect the cost of exchange and
    production and, in this way, have an influence on
    the performance of an economy. (North 1992, p. 6)

52
Custos de Transação e Instituições
  • Douglass North (1986, 1989, 1994)
  • As instituições direitos de propriedade, poder
    judiciário, federalismo, etc evoluem e se
    modificam para reduzir custos de transação, são
    a chave para explicar o desempenho de uma
    economia.
  • Contudo, nem todas as instituições que emergem
    são eficientes.

53
Por que alguns países são ricos e outros pobres?
  • Douglass North (1990)
  • The inability of societies to develop effective,
    low-cost enforcement of contracts is the most
    important source of both historical stagnation
    and contemporary underdevelopment in the third
    world.

54
Por que as instituições afetam o desempenho
econômico?
  • Douglass North (1990, p.6)
  • Institutions affect the performance of the
    economy by their effect on the costs of exchange
    and production. Thogether with the technology
    employeyed, they determine the transaction and
    transformation (production) costs that make up
    total costs.

55
A Origem das Restrições Informais
  • Where do informal constraints come from? They
    come from socially transmitted information and
    are a part of the heritage that we call
    culture.The way the mind process information
    depends upon the brains ability to learn by
    being programmed with one or more elaborated
    structured natural languages that can code for
    perceptual, attitudinal and moral (behavioral) as
    well a factual information.
  • Douglass North (1990, p. 37)

56
Definição de Cultura
  • Culture can be defined as the transmission from
    one generation to the next, via teaching and
    imittation, of knowledge, values and other
    factors that influence behaviour (Boyd and
    Richerson, 1985, p. 2). Culture provides a
    langlage-based conceptual frmawork for encoding
    and interpreting the information that the senses
    are presenting to the brain.
  • Douglass North (1990, p. 37)

57
Os argumentos fundamentais de Douglass North
(1990, cap.5) sobre as restrições informais
  • Essentially the argument beng here is ... that
    processing information is the key to
    understanding a more complex behaviour pattern
    than is derived from the expected utility model.
    But the emphasis is that capther was on the
    incompleteness of the infomration and the
    consequent need for institutions to structure
    human interrelations ...the emphasis is on the
    way that the cultural filter provides continuity
    so that the infomral solution to exchange
    problems in the past carrises over into the
    present and makes those infomral constraints
    important sources of continuity in long-run
    societal change.

58
Relação entre cultura, instituições e desempenho
econômico
Instituições Formais leis Instituições
Informais códigos de conduta
Desempenho econômico
Valores culturais
59
Os Efeitos da Cultura sobre o Crescimento
Econômico
  • Como demonstrar que a cultura é importante para
    ajudar a explicar o crescimento econômico?
  • (i) a cultura tem importantes aspectos que
    variam de país para país
  • (ii) aqueles aspectos afetam significativamente
    os resultados econômicos.

60
Como a cultura afeta o crescimento econômico?
  • (i) abertura para novas idéias
  • (ii) trabalho duro (hard work)
  • (iii) poupança para o futuro
  • (iv) confiança
  • (v) capital social
  • (vi) capacidade social.

61
Abertura para novas idéias
62
Como a cultura afeta o crescimento econômico?
Abertura para novas idéias
  • Os economistas e historiadores que têm examinado
    o processo histórico de crescimento econômico
    geralmente tem destacado a importância da
    abertura (openness) da sociedade a novas idéias
    vindas de fora.

63
Aspectos Culturais Crescimento Econômico
  • (i) abertura para novas idéias os estudiosos
    que tem examinado os processo histórico de
    crescimento econômico destacam a importância a
    abertura da sociedade a importação de novas
    idéias do exterior.
  • Um país que mais prontamente adota novas
    tecnologias será tecnologicamente mais avançado.

64
Como a cultura afeta o crescimento econômico?
Abertura para novas idéias
  • Um país que mais rapidamente adotar tecnologias
    vidas de fora se tornaria mais tecnologicamente
    avançado. Ele aumentaria a sua velocidade de
    convergência.

65
Os Casos da China e Europa
66
O Caso do Japão
67
O Caso do Mundo Islâmico
  • Existem mais de 200 milhões de pessoas que
    falam a língua árabe no mundo, mas somente cerca
    de 330 livros estrangeiros são traduzidos no
    mundo árabe a cada ano. Cinco vezes menos do que
    são traduzidos para o grego, uma língua falada
    por somente 12 milhões de pessoas! United
    Nations Development Program (2002b)

68
Trabalho duro (hard work)
69
Aspectos Culturais Crescimento Econômico
  • (ii) trabalho duro (hard work) - a figura abaixo
    parece não corroborar com a teoria de que
    atitudes com relação ao trabalho duro são um
    determinante do sucessos econômico.
  • O resultado é ao contrário. É nos países pobres
    que se pensa que o trabalho duro é mais
    importante.

70
(No Transcript)
71
Trabalho Duro
  • É assumido que em culturas onde o trabalho é
    visto como algo bom por si mesmo, as pessoas irão
    trabalhar mais duro (would work hard) e produzir
    mais produto.

72
Trabalho Duro
  • A figura acima não prove sustenção para a teoria
    de que as atitudes com relação ao trabalho duro
    (hard work) são um dos determinantes do sucesso
    econômico.
  • Muito pelo contrário, as pessoas nos países
    pobres tendem a pensar que o trabalho seja
    importante do que nos países ricos.

73
Confiança (Trust)
74
Confiança
  • Virtually every commercial transaction has
    within itself and element of trust, certanly any
    transaction conducted over a period of time. It
    can be plausible arged that much of the economic
    backwardness in the world can be explained by the
    lack of mutual confidence.
  • Arrow (1972)

75
Confiança
76
Confiança Fukoyama (1996, p.167)
  • Não há dúvida de que instituições como contrato
    e direito comercial são precondições necessárias
    à emergência de uma economia industrial moderna.
    Ninguém afirmaria que a confiança ou a obrigação
    moral isoladamente possam tomar seu lugar. Mas,
    se presumirmos que essas instituições legais
    existem, a presença de um alto grau de confiança
    como condição adicional para as relações
    econômicas pode aumentar a eficiência econômica
    reduzindo o que os economistas chamam de custos
    transacionais, decorrentes de atividades como
    encontrar o comprador ou vendedor adequado,
    negociar um contrato, satisfazer exigências
    governamentais e fazer valer o contrato na
    hipótese de litígio ou fraude. Cada uma dessas
    transações se torna mais fácil se as partes
    acreditarem na honestidade recíproca básica há
    menos necessidade de especificações detalhadas em
    contratos longos menos necessidade de precauções
    contra contingências inesperadas menos
    controvérsias e menos necessidades de litígios
    no caso de surgirem controvérsias. Na realidade,
    em alguns relacionamentos de alta confiança, as
    partes nem precisam se preocupar com a
    maximização de seus lucros a curto prazo, porque
    sabem que um déficit num período será compensado
    posteriormente pela outra parte.

77
Confiança Kenneth Arrow (1974, . 23)
  • Atualmente, a confiança tem um valor pragmático
    muito importante. Ela é extremamente eficiente
    poupa muito trabalho em termos um razoável grau
    de confiança na palavra dos outros. Infelizmente,
    não se trata de uma mercadoria que possa ser
    adquirida com facilidade. Se tiver de comprá-la,
    de saída você começa a ter dúvidas sobre o que
    comprou. Confiança e valores do mesmo quilate
    lealdade ou a enunciação da verdade são
    exemplos do que o economista chamaria de
    externalidades. Para ela são mercadorias,
    produtos têm valor real, prático, econômico
    aumentam a eficiência do sistema, permitem-lhe
    produzir mais mercadorias ou maior quantidade de
    quaisquer que sejam os valores que se possam ter
    em alta conta. Mas não são mercadorias para as
    quais o comércio no mercado aberto seja
    tecnicamente possível ou mesmo significativo.

78
(No Transcript)
79
Confiança Investimento
  • O investimento é a variável econômica mais
    importante sobre a qual a confiança repousa pois
    ele envolve uma defasagem de longo prazo entre um
    empréstimo e sua devolução.
  • A figura abaixo mostra uma relação positiva
    entre uma medida de confiança e a fração do
    produto que é investida.

80
Confiança (Trust) e Crescimento Econômco Knack
Keefer (1997)
  • Confiança (trust) reduz os custos de
    transação, aumenta os incentivos a investir e a
    inovar.
  • A confiança (trust) está positivamente
    correlacionada com o crescimento econômico 10
    pontos percentuais de aumento na confiança
    aumentam o crescimento em 0.8 pontos percentuais.

81
Capital Social
82
Capital Social
  • O capital social refere-se ao valor das redes
    sociais que as pessoas tem e a inclinação que
    elas tem naquelas redes para fazer coisa para as
    outras. Assim, numa sociedade onde as pessoas tem
    grandes círculos de conhecimentos e
    familiaridade, e onde as pessoas conhecem cada
    uma as outras são inclinadas a ser úteis o
    capital social é alto. Numa sociedade onde as
    pessoas são isoladas socialmente, ou onde não há
    uma norma de ajuda aos outros conhecidos, o
    capital social é baixo. Assim o capital social
    seria a cola que mantêm a sociedade unida.
  • cf. Weil (2009, p. 417)

83
Capital Social
  • Capital social é definido como as
    características da organização social, tais como
    confiança interpessoal, normas de reciprocidade e
    redes solidárias, que capacitam os participantes
    a agir coletivamente e mais eficientemente, na
    busca de objetivos e metas comuns.

84
Capital Social
  • O capital social surge quando as pessoas
    interagem em vários contextos, como por exemplo
    membros de uma associação social (um clube por
    exemplo) até a ida a igreja para praticar um
    serviço religioso.
  • cf. Weil (2009, p. 417)

85
Capital Social
  • O capital social torna as pessoas mais dignas
    de confiança (trustworthy) porque uma pessoa tem
    menos chances de mentir ou trapacear se ele for
    membro de sua rede social.
  • Quanto maior for sua rede de contatos (network)
    em mais pessoas você poderia confiar.
  • cf. Weil (2009, p. 417)

86
Capital Social
  • Features of social organization such as trust,
    norms and networks that can improve the
    efficiency of society (Robert Putnam)
  • Captura a idéia de Douglass North de
    instituições informais.
  • Não estão sujeitas a reformas.
  • São difíceis de quantificar.

87
Capital Social
  • Social capital refers to features of social
    organization in particular, horizontal
    associations such as networks, norms and social
    trust that facilitate coordination and
    cooperation for mutual benefit. Robert Putnam
    (1995)
  • a variety of different entities, with two
    elements in common they all consist of some
    aspect of social structure, and they facilitate
    certain actions of actors within the structure
    James Coleman (1988)

88
Capital Social
  • includes the social and political environment
    that enables norms to develop and shapes social
    structure. .. Includes the more formalized
    institutional relationships and structures, such
    as government, the political regime, the rule of
    law, the court system and civil an political
    liberties Grootaert (1998)
  • Social capital is defined as the norms and
    social relations embedded in the social
    structures of societies that enable people to
    coordinate action to achieve desired goals. The
    World Bank (2000)

89
Capital Social
  • (i) facilita a obtenção de confiança nas
    transações de mercado
  • (ii) reduz assimetrias de informações sobre
    empregos, investimentos ou potenciais
    consumidores
  • (iii) provê uma rede de ajuda mútua
  • (iv) leva a uma melhoria na qualidade do
    funcionamento do governo

90
Capital Social
  • Para Putman (1993) o capital social refere-se às
    características da organização social, tais como
    confiança, normas e redes de relacionamentos que
    facilitam ações conjuntas dos atores sociais e,
    por conseguinte, melhoram a eficácia e eficiência
    da sociedade como um todo.

91
Capital Social Putman (1993)
  • Para Putman (1993), o alto índice de
    participação em associações cívicas no norte da
    Itália e a relativa ausência dessa prática no sul
    seriam evidências de que há maior nível de
    confiança interpessoal no norte, justificando os
    melhores resultados de bem-estar social e
    econômico nesta região italiana

92
Capital Social Putman (1993)
  • Para Putnam 15 a confiança é criada e reforçada
    pelas densas redes horizontais ligadas à
    sociedade civil, constituindo-se numa espécie de
    bem de valor variável que aumenta se é usado e
    diminui se é deixado sem uso.
  • Isto conduziria à criação de círculos virtuosos
    ou viciosos de desenvolvimento na sociedade, com
    a iteração de um comportamento cooperativo em
    resposta a um comportamento cooperativo e a
    retaliação quando não há cooperação, tal como
    sugerida pela teoria dos jogos e pelo dilema do
    prisioneiro .

93
Capital Social Putman (1993)
  • Contudo, nada pode ser dito acerca da validade e
    confiabilidade da medida de confiança
    interpessoal de Putnam simplesmente porque a
    medida indireta usada para esse conceito
    participação em associações e desempenho
    institucional, sob o rótulo de "comunidade
    cívica" não reflete a complexidade do mesmo.

94
Capital Social
  • Putman, Leonardi e Nanetti (1993) concluíram
    que, por exemplo, em regiões onde o capital
    social seja elevado, o funcionamento do governo
    tende a ser mais eficiente. Baseado nesta
    evidência, existem boas razões para sugerir que o
    capital social é uma fonte de diferenças num país
    não somente em termos de confiança mas também em
    termos de qualidade do governo.
  • cf. Weil (2009, p. 419)

95
(No Transcript)
96
Site recomendado
  • http//econ.ucsd.edu/jsobel/Papers/soccap.pdf
  • http//www.socialcapitalgateway.org/NV-eng-measur
    ement.htm
  • http//www.nber.org/papers/w5470.pdf

97
Capacidade Social
98
Capacidade Social
  • Capacidade social (social capability) foi um
    termo usado por Moses Abramovitz (1986) para se
    referir as qualidades sociais e culturais que
    permitem a um país obter vantagens de suas
    oportunidades econômicas.

99
  • Temple

100
Capacidade Social
  • Os elementos da capacidade social
  • (i) experiência da população com a organização e
    administração de empresas de grande escala
  • (ii) capacidade dos residentes de um país de
    obter vantagens do mercado através da
    especialização e trocas
  • (iii) perspectiva compatível com a ciência
    empírica isto é a crença de causa e efeito, em
    contraste com a superstição ou magia
  • (iv) uma visão social que foca na vida terrena
    ao invés de ver a vida como relativamente não
    importante em contraste com a existência
    espiritual.

101
Capacidade Social
  • Segundo Abramovitz (1986), no processo de
    crescimento crescimento econômico, países
    subdesenvolvidos mas possuem uma capacidade
    social pode obter vantagens das oportunidades que
    surgem da interação com os países desenvolvidos
    através da transferência tecnológica e fluxos de
    capitais. Isto irá colocá-los junto com o países
    desenvolvidos. Países pobres que tenham falta
    desta capacidade social estavam condenados a
    estagnação econômica.

102
(No Transcript)
103
(No Transcript)
104
Capacidade Social e Crescimento Econômico
  • Há uma forte relação positiva entre a parte
    residual da capacidade social e o crescimento
    econômico subseqüente. Países que já tinham altos
    nível de capacidade social relativamente a sua
    renda, tendem a crescer mais (tais como Coréia do
    Sul, Japão e Tailândia). Países onde a capacidade
    social era baixa, tendem a crescer menos (tais
    como Camarões, Madagascar e Chad).

105
Referência
  • http//www.cenet.org.cn/userfiles/2007-9-25/20070
    925002223921.pdf

106
O que determina a cultura?
107
Clima e Recursos Naturais
108
Homogeneidade Cultural e Capital Social
109
Densidade Populacional e Capacidade Social
110
  • http//ideas.repec.org/a/tpr/qjecon/v113y1998i3p96
    5-990.html
  • http//www.socialcapitalgateway.org/NV-eng-growthe
    mpirical.htm

111
  • http//faculty.chicagogsb.edu/finance/papers/trust
    .pdf

112
Mudança Cultural
113
Crescimento Econômico e Mudança Cultural
  • Há razões para assumir que o crescimento
    econômico provoca mudanças nos valores culturais
    de um país.
  • O aspecto mais importante desta mudança seria a
    substituição das relações de mercado por outros
    modos de produção e troca.
  • Assim, a urbanização, a exposição as idéias
    estrangeiras, o aumento na educação também têm um
    significativo impacto sobre a visão de mundo
    para um país que está crescendo.

114
Crescimento Econômico e Mudança Cultural
  • (i) assumimos que há somente uma medida
    unidimensional da cultura que iremos chamar de
    modernização, que é tanto determinada pelo nível
    de renda per capita e que, por sua vez tem um
    papel importante na determinação da renda.
  • A renda per capita (Y) é medida no eixo
    horizontal e a modernização (M) medido no eixo
    vertical.

115
Crescimento Econômico e Mudança Cultural
  • A curva Y(M) mostra que a modernização afeta a
    renda.
  • A curva M(Y) mostra o efeito da renda sobre a
    modernização.
  • Ambas as curvas são positivamente inclinadas,
    pois mais uma cultura mais moderna aumenta o
    nível de renda e uma alta renda leva a uma
    cultura mais moderna.

116
(No Transcript)
117
Crescimento Econômico e Mudança Cultural
  • Uma mudança exógena que afete Y(M) isto é -
    alguma mudança exógena no ambiente econômico que
    eleve o nível de renda para qualquer dado nível
    cultural, leva a um deslocamento da curva para a
    direita.
  • Este deslocamento leva a economia do ponto A
    para o ponto B.

118
Crescimento Econômico e Mudança Cultural
  • Ao longo do tempo, o nível cultural começa a se
    ajustar ao novo nível de rendam e haverá um
    crescimento adicional do ponto B para o ponto C
    ao longo da curva Y(M).
  • O mecanismo de mudança cultural irá produzir um
    efeito multiplicador que amplia outros fatores
    que afetam a renda per capita.

119
Política Governamental e Mudança Cultural
  • Segundo Weil (2009, p.433), uma das forças que
    pode modificar a cultura de um país seria o
    governo. Tais políticas podem ser conduzidas
    tanto no sentido de se alcançar um objetivo não
    econômico (promover a unidade nacional por
    exemplo, como a unificação lingüística) ou afim
    de criar uma cultura mais conducente ao
    crescimento econômico (aumentar a poupança).

120
Conclusões
  • A cultura os valores das pessoas, atitudes e
    crenças - não é um tópico geralmente discutido
    nos cursos de economia, mas um crescente número
    de economistas têm argumentado que a cultura tem
    importância na explicação do crescimento
    econômico e nas suas diferenças.

121
Conclusões
  • A cultura influencia muitas das decisões
    econômicas relevantes que as pessoas tomas, tais
    com trabalhar duro, quanto poupar, quando
    investir em educação para seus filhos e quanto
    cooperar com seus colegas e comunidade.
  • Se os países diferem em como a cultura
    influencia estas decisões, tais diferenças
    culturais devem afetar os resultados econômicos.

122
O Ambiente de Trabalho
123
O ambiente de trabalho
  • Ilustração da UCLA
  • Provas duras sem inflação de notas.
  • Na lista de fun colleges ? classificada entre
    300th, atrás mesmo das US Military Academy!
  • Os que trabalham duro ou muito capazes se
    maticulariam de qualquer modo.
  • Os que gostam de festas, mesmos os mais
    espertos, sabem que não terão nenhuma alegria e
    não se candidatam para a UCLA
  • Há uma redução significativa de candidatos!
  • Alta aceitação entre os candidatos!

124
O ambiente de trabalho
  • Estruturar a cultura da companhia -company
    cultures têm o mesmo resultado de estabelecer
    ou se exigir uma credencial.
  • Deste modo, como destacam Baron Kreps (1999,
    p.341), a organização pode se beneficiar da
    auto-seleção se ela puder fazer conhecer
    antecipadamente aos candidatos potenciais as
    condições exigidas no trabalho ou emprego, seja
    através do seu sistema de remuneração, filosofia
    de trabalho e exigências para trabalhar nela.

125
O ambiente de trabalho e a cultura organizacional
  • A cultura organizacional ou cultura corporativa
    pode ser definida, segundo Chiavenato (1999,
    p.138) como sendo o conjunto de hábitos e crenças
    estabelecidas através de normas, valores,
    atitudes e expecativas compartilhadas por todos
    os membros da organização. Constitui o modo
    institucionalizado de pensar e agir que existe em
    uma organização

126
O ambiente de trabalho e a cultura organizacional
  • A cultura organizacional representa as
    percepções dos dirigentes e funcionários na
    organização e reflete a mentalidade que predomina
    na organização. Por esta razão ela condiciona a
    administração das pessoas.

127
O ambiente de trabalho e a cultura organizacional
  • A cultura organizacional representa o universo
    simbólico da organização e proporciona um
    referencial de padrões de desempenho entre os
    funcionários, influenciando a pontualidade, a
    produtividade e a preocupação com a qualidade e
    serviços ao cliente... Ela exprime a identidade
    da organização.

128
O ambiente de trabalho e a cultura organizacional
  • The organizations culture refers to norms of
    conduct, work attitudes, and the values and
    assumptions about relationships that govern
    behaviour at organization.
  • Baron Kreps (1999, p.19)

129
O ambiente de trabalho e a cultura
organizacional - Exemplos
  • Toyota - está concentrada na perfeição.
  • Levis Stauss livre intercâmbio de idéias e o
    comprometimento com o empowerment e a
    diversidade
  • MIT, Chicago, FGV visões de economia com base
    em modelos matemáticos e quantitativo.

130
Religião e Crescimento Econômico
131
Religiões
  • A hipótese de que a religião afeta o desempenho
    econômico tem sido debatida pelo menos desde os
    tempos que Max Weber publicou seu famoso livro
    The Protestant Ethic and the Spirt of
    Capitalism e R.H Tawney seu livro Religion
    and the Rise of Capitalism.

132
Religiões
  • Recentemente, alguns autores tem destacado a
    importância da cultura e da religião nos modelos
    de crescimento cf. principalmente Robert Barro.
  • Além disso, as variáveis religiosas tem sido
    colocadas nas equações de crescimento
    cross-country a fim de verificar em que medida a
    religião afeta tanto o desempenho como a
    determinação das instituições, tais como a
    democracia.

133
Religiões
  • De Long (1988, p.1146-1148) encontrou evidências
    de que os níveis de produtividade entre os
    principais países ricos em 1870 não convergiam em
    1979.
  • Ele destacou que, quando era mantida constante a
    renda per capita em 1870, aquelas nações que
    tinham a religião protestante como predominante
    em 1870, tinham, em 1979, uma renda per capita
    mais elevada do que, por exemplo, os países com
    religião predominantemente católica.

134
Religiões
  • Outro autor que também destaca a importância da
    religião como um dos determinantes culturais do
    crescimento econômico foi Kennett Boulding
    (1973,p.43), o qual argumentou que, a ética
    protestante influenciou não somente o sucesso das
    instituições capitalistas como também acelerou a
    taxa de progresso econômico.

135
Religiões
  • Referindo-se ao caso especifico do Japão,
    Morishima (1982,p.86) atribuiu o enorme sucesso
    econômico do Japão no Pós-II Guerra a adoção da
    tecnologia ocidental e ao confucionismo japonês.
  • Este efeito do confucionismo sobre o crescimento
    foi também destacado por MacFarqhar (1985) para
    os casos da Coréia do Sul, Taiwan e Singapura.

136
Religiões
  • Portanto, na medida em que controlarmos os
    fatores religiosos, veremos em que medida as
    religiões e seus valores e doutrinas contribuem o
    crescimento econômico, pois como nos diz Zou
    (1994,p.292), seria um erro ignorarmos totalmente
    os elementos culturais sobre o crescimento e o
    desenvolvimento econômico.

137
Fraccionalização Religiosa
  • A fraccionalização religiosa tende a ser
    positivamente relacionada com o nível de renda
    (embora de modo muito fraco os países ricos
    tendem a ser mais fracionados religiosamente do
    que países pobres).
  • Uma das explicações possíveis é que a
    fraccionalização religiosa seja um sinal de
    tolerância por parte do governo e o governo que
    seja mais tolerante com o direito das minorias
    seja também mais democrático, honesto e eficiente
    qualidades que promovam o crescimento econômico.

138
Religiões
  • http//www.economics.harvard.edu/faculty/barro/pa
    pers/Religion_and_Economic_Growth.pdf
  • http//ideas.repec.org/p/mtl/montde/2001-05.html
  • https//papyrus.bib.umontreal.ca/jspui/bitstream/
    1866/346/1/2001-05.pdf

139
Herança Colonial
140
Herança Colonial
  • Outro fato que também pode afetar a taxa de
    crescimento econômico é a herança
    histórico-cultural de uma nação na medida em que
    ela for uma ex-colônia.
  • Segundo, Bertocchi e Canova (1996,p.2), a
    herança colonial poderia afetar os determinantes
    do crescimento de várias maneiras, tais como dos
    trabalhos forçados, políticas educacionais
    distorcidas, baixo nível de alfabetização,
    instabilidade política e conflitos étnicos.

141
Herança Colonial
  • Além disso, eles salientam que as várias
    potências coloniais adotaram diferentes políticas
    com relação a suas colônias e também diferiram no
    que se refere aos graus de penetração econômica,
    intensidade de exploração dos recursos naturais e
    força de trabalho nativa, da política
    educacional, da infra-estrutura deixada e
    construída na nação e do tipo de instituições que
    estabeleceram nas colônias.
  • Assim, concluem eles, não é de se estranhar que
    o desempenho econômico de uma nação seja afetado,
    em alguma medida, pela herança cultural,
    histórica e institucional deixada pelos
    colonizadores.

142
Homogeneidade Cultural
143
Homogeneidade Cultural
  • Os pesquisadores que tem examinado a importância
    da cultura no crescimento econômico tem apontado
    que o grau de homogeneidade cultural dentro de um
    país constitui-se numa importante influencia
    sobre o crescimento econômico. A idéia é que é
    benéfico para todos num país partilhar da mesma
    cultura.
  • Por exemplo, se as pessoas num país várias
    línguas, a comunicação será mais difícil, e os
    ganhos da cooperação serão reduzidos.

144
Índice de fraccionalização étnica
  • I 2
  • IFE I - ? ni
  • i 1
  • I é o número de grupos étnicos num país e n é a
    fração da população que pertence ao grupo i. Tal
    índice é construído com base nos dado obtidos do
    Atlas Narodov Mira do Departament of Geodesy and
    Carthography of State Geological Committe of the
    URSS, 1964. O índice foi calculado por Taylor e
    Hudson (1972).

145
(No Transcript)
146
Índice de fraccionalização étnica
  • Ainda um outro indicador da existência da
    corrupção, que foi suposto por alguns autores,
    especialmente Tanzi (1995) é que quando os traços
    pessoais são fortes entre comunidades e tribos,
    pode haver um incentivo a existência de corrupção
    no sentido de favores determinados grupos em
    relação a outros.
  • Para medir este efeito, utiliza-se o índice de
    fração etnolinguistica.

147
Índice de fraccionalização étnica
  • A hipótese aqui é que quanto maior for o número
    de grupos etnicos que falam diferentes línguas,
    maior seria o nível de corrupção e portanto menor
    seria a taxa de crescimento.
  • Esta hipótese segue-se dos trabalhos de Mauro
    (1995, p.693) e Tanzi (1995) segundo a qual a
    existência de vários grupos étnicos estaria
    fortemente associada com a corrupção burocrática
    que favorecesse os membro do mesmo grupo ou
    tribo. Ainda segundo ele, os conflitos étnicos
    podem levar a instabilidade política e até a uma
    guerra civil.

148
(No Transcript)
149
Cultura e Corrupção
150
Cultura e Corrupção
  • As diferenças na corrupção reflete diferenças
    entre os países em termos de normas, as quais são
    um dos aspectos da cultura de um país.
  • Um modo de testar esta hipótese é que existe uma
    dimensão cultural da corrupção é ver como a
    corrupção se comporta quando há uma mudança no
    ambiente econômico, ou como os indivíduos se
    comportam quando mudam de um ambiente para outro.

151
Cultura e Corrupção
  • O fato de que os diplomatas de países não
    corruptos iriam se comportar do mesmo modo do que
    em seus países de origem, mesmo quando a lei não
    fosse aplicada a a eles, é um testemunho (uma
    evidência) forte da importância da cultura na
    determinação do comportamento.

152
(No Transcript)
153
Cultura e Corrupção
  • http//www2.gsb.columbia.edu/faculty/rfisman/parki
    ng_20july06_RF.pdf

154
Livros
155
Bibliografia Sugerida
  • ALTMAN, M. (2001). Culture, Human Agency, and
    Economic Theory culture as a Determinant of
    Material Welfare. Journal of Socio-Economics 30
    379-391.
  • CASSON, M. (1993). Cultural Determinants of
    Economic Performances. Journal of Compatative
    Economics, 17 (4) 418-442, december.
  • GRAY, H.P. (1996). Culture and Economic
    Performance Policy as na Intervening Variable.
    Journal of Comparative Economics, 23 278-291.

156
Principais Obras de Douglass North
  • Institutional Change and American Economic
    Growth, Cambridge University Press, 1971 (with
    Lance Davis).
  • The Rise of the Western World A New Economic
    History, 1973 (with Robert Thomas).
  • Growth and Welfare in the American Past,
    Prentice-Hall, 1974.
  • Structure and Change in Economic History,
    Norton, 1981.
  • Institutions, Institutional Change and Economic
    Performance, Cambridge University Press, 1990.
  • Empirical Studies in Institutional Change,
    Cambridge University Press, 1996 (edited with Lee
    Alston Thrainn Eggertsson).
  • Understanding the Process of Economic Change,
    Princeton University Press, 2004.

157
FIM
  • ... mas para aqueles interessados será apenas o
    começo...
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